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Paraíba

Romero critica decisão da CPMI do INSS e fala em “manobras desleais” na quebra de sigilo de Lulinha

Publicado em 27/02/2026 às 23:14 Por Redação
Foto: Reprodução/ Instagram
Foto: Reprodução/ Instagram
O deputado federal Romero Rodrigues (Podemos) criticou, nesta sexta-feira (27), a aprovação da quebra de sigilo bancário e fiscal de Fábio Luís Lula da Silva (Lulinha), filho do presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT), pela Comissão Parlamentar Mista de Inquérito (CPMI) do INSS.

Em nota, o parlamentar afirmou que a votação foi marcada por “manobras desleais, distorção dos fatos e narrativas contaminadas pela desonestidade política”. Romero votou contra o requerimento aprovado pelo colegiado.

Segundo ele, a deliberação ocorreu em bloco, junto a um pacote de 87 requerimentos, e seu voto não foi direcionado especificamente a nenhum dos nomes incluídos na lista.

“Meu voto não foi direcionado a qualquer pessoa em particular, mas ao pacote integral submetido à apreciação”, afirmou.

O deputado declarou ainda que defende investigações rigorosas, mas sem uso político ou “espetacularização oportunista”. Romero destacou que, à época da votação, o Supremo Tribunal Federal (STF) já havia determinado providências relacionadas ao processo, o que, segundo ele, demonstraria que as instituições estavam cumprindo seu papel.

“Reafirmo que nunca votei para proteger quem quer que seja. Defendo investigações sérias, técnicas e responsáveis, sem uso político ou espetacularização oportunista”, disse.

Na quinta-feira (26), a CPMI do INSS aprovou a quebra de sigilo de Lulinha. Os deputados paraibanos Damião Feliciano (União) e Romero Rodrigues, titulares da comissão, votaram contra o requerimento, alinhando-se a parlamentares da base governista.

A sessão foi marcada por tumulto após a votação. Parlamentares governistas protestaram junto à mesa diretora, houve troca de acusações e empurra-empurra no plenário, exigindo intervenção de colegas para conter os ânimos.

Romero encerrou a nota reafirmando compromisso com o “devido processo legal” e com a responsabilidade institucional. “Não faço política de torcida organizada, que faz da polarização um instrumento para a maldade e disseminação da discórdia”, concluiu.

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