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Paraíba

Ricardo Coutinho comenta Operação Calvário, decisão do STF e projeta cenário político para 2026

Publicado em 27/01/2026 às 21:16 Por Redação
Foto: Reprodução/ YouTube
Foto: Reprodução/ YouTube
O ex-governador da Paraíba Ricardo Coutinho (PT) falou sobre a Operação Calvário, a decisão atribuída ao ministro Gilmar Mendes, do Supremo Tribunal Federal (STF), e seus planos políticos para 2026 durante entrevista ao programa “Liga 360 Debate”, nesta terça-feira (27). Na conversa, Ricardo voltou a negar irregularidades e afirmou ter sido alvo de uma “armação” com objetivos políticos, além de comentar o recurso apresentado pela Procuradoria-Geral da República (PGR).


Ao tratar do recurso da PGR contra a decisão que teria trancado a principal ação do caso, Ricardo declarou que não vê necessidade de convencer a opinião pública. Segundo ele, as acusações seriam sustentadas por uma narrativa sem provas robustas, questionando a ausência, em determinadas fases do processo, de medidas como quebra de sigilos.

O ex-governador também mencionou os impactos pessoais e familiares provocados pelos anos de investigação, afirmando que o processo trouxe consequências além do campo jurídico.


Durante o debate, Ricardo foi confrontado sobre a existência de documentos, relatórios e áudios citados nas investigações. Em resposta, afirmou que não teria tido acesso pleno a materiais que desejava submeter à perícia e alegou que parte dos áudios divulgados seria fruto de montagens e cortes, segundo sua versão apresentada no programa.

Avaliação eleitoral e planos para 2026


Ao analisar seu desempenho nas eleições de 2022, Ricardo afirmou que obteve 431 mil votos, mesmo sem acesso a fundo eleitoral ou emendas parlamentares. Para ele, o resultado não pode ser interpretado apenas como derrota, mas como demonstração de resistência em um cenário político adverso.

Ricardo confirmou que trabalha com a perspectiva de ser pré-candidato a deputado federal em 2026, destacando que pretende ter atuação relevante no Congresso Nacional, caso eleito.


Sobre o cenário estadual, Ricardo defendeu que o PT e o campo progressista avaliem a possibilidade de lançar uma candidatura própria ao Governo da Paraíba no primeiro turno. Segundo ele, a estratégia poderia servir para mobilizar a militância e apresentar um projeto político, com eventual recomposição de alianças no segundo turno. Foram citadas Maria Luiza Alencar, Estela Bezerra e Márcia Lucena.

O ex-governador citou a existência de quadros qualificados dentro do PT e de partidos aliados, defendendo renovação política e maior centralidade do debate programático.


Na parte final da entrevista, Ricardo fez críticas ao governo João Azevêdo (PSB), especialmente em relação à área cultural e à divulgação de investimentos. Ele contestou a informação de que o Estado teria ampliado significativamente os recursos destinados à cultura, afirmando que parte expressiva dos valores divulgados teria origem em leis federais de incentivo.

Ricardo também questionou anúncios de obras atribuídas ao governo estadual, alegando que muitos investimentos estariam vinculados a recursos do Novo Programa de Aceleração do Crescimento (PAC), do governo federal.


As declarações do ex-governador ocorrem em meio ao avanço do calendário político de 2026, com expectativa de novos posicionamentos da PGR, possíveis reações do governo estadual e definições internas do PT sobre candidaturas e alianças para a próxima eleição.

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