Com 1.120 leitos, o Tauá Resort João Pessoa se tornará o maior do país em capacidade de hospedagem e será o primeiro a operar dentro do Polo Turístico Cabo Branco, área planejada pelo Governo do Estado para concentrar investimentos estruturantes no setor de turismo e serviços.
Confiança econômica foi decisiva para o investimento
A escolha da Paraíba não foi imediata. O Grupo Tauá levou cerca de três anos avaliando diferentes destinos antes de chegar à decisão final. Segundo a CEO Lizete Ribeiro, João Pessoa não figurava entre as opções mais óbvias, mas ganhou força após visitas técnicas e reuniões com o governo estadual.
“O diferencial foi encontrar uma área pronta, organizada e com clara intenção de transformar o turismo local. Isso faz muita diferença para quem investe”, relatou a executiva.
Sustentabilidade deixa de ser discurso e vira exigência
Na prática, o empreendimento cria um efeito dominó: hotéis vizinhos e futuros projetos precisarão se adaptar a práticas sustentáveis para não perder competitividade diante de um concorrente que estreia dentro das normas ambientais mais avançadas do mercado global.
Empregos e qualificação pressionam o mercado local
Para contornar o problema, o Grupo Tauá aposta em duas frentes: trazer profissionais nordestinos que atuam em outros estados e investir pesado em capacitação local. A política de contratação também prioriza diversidade e inclusão.
De acordo com Isis Batista, gerente de sustentabilidade e responsabilidade social do grupo, o objetivo é refletir a pluralidade da sociedade brasileira dentro da operação do resort. “A diversidade não é um discurso, é uma prática que orienta nossas decisões”, afirmou.
Relação com comunidades é tratada como ativo estratégico
Entre as primeiras iniciativas está a doação de materiais para a construção de uma sala de reforço escolar. A estratégia busca evitar conflitos futuros e garantir que o empreendimento seja percebido como um agente de desenvolvimento, e não apenas como um equipamento turístico isolado.
Polo Cabo Branco entra em fase decisiva
O polo ocupa uma área de 645 hectares e foi planejado para integrar desenvolvimento econômico e preservação ambiental, protegendo uma das maiores áreas contínuas de mata atlântica urbana do país. Com divisão técnica por distritos, o espaço foi desenhado para receber resorts, centros de convenções, parques temáticos e equipamentos comerciais de forma ordenada.
Além de ampliar a oferta hoteleira, o complexo funciona como um hub de atração de capital privado, sustentado por um modelo de concessão que exige contrapartidas ambientais, sociais e de qualificação profissional.
Um teste para o futuro do turismo paraibano
O investimento deixa claro que, no turismo moderno, beleza natural não basta. Planejamento, governança e segurança econômica passaram a ser tão decisivos quanto sol, mar e paisagem.

