Em seu pronunciamento, Pedro Cunha Lima afirmou que a decisão foi tomada com base em pesquisas eleitorais e na análise do cenário político estadual. Segundo ele, o nome de Cícero reúne, neste momento, maior capacidade de agregar forças políticas e dialogar com diferentes regiões do estado. “É uma candidatura que nasce da leitura da realidade e da vontade popular”, afirmou.
Além do apoio formal, Pedro aceitou o convite para coordenar a elaboração do programa de governo da pré-campanha, assumindo papel central na definição das propostas que deverão nortear o projeto político apresentado ao eleitorado paraibano.
Analistas avaliam que o gesto representa o apoio mais relevante recebido por Cícero Lucena até agora. A leitura leva em conta tanto o capital eleitoral de Pedro Cunha Lima quanto a influência histórica do grupo Cunha Lima em Campina Grande e no Compartimento da Borborema.
Embora tenha reiterado que não pretende disputar cargo eletivo em 2026, Pedro Cunha Lima passou a ser pressionado por aliados para integrar a chapa como candidato a vice-governador. No discurso, ele evitou assumir compromisso, afirmando que existem outros nomes no debate e que a definição ocorrerá “no tempo adequado”.
Nos bastidores, entretanto, há quem diga que o contexto político pode levar Pedro a aceitar a composição como forma de reposicionamento estratégico do grupo Cunha Lima no cenário estadual.
O próprio Cícero Lucena sinalizou que pretende formar uma chapa “com dois governadores”, em alusão ao modelo adotado em João Pessoa, onde divide protagonismo administrativo com o vice-prefeito Léo Bezerra.
Outro ponto de destaque foi a presença do deputado federal Romero Rodrigues, que, embora não tenha formalizado apoio no ato, fez um discurso interpretado como decisivo. Romero avaliou que Cícero Lucena tende a obter ampla vantagem eleitoral na Grande João Pessoa e no Compartimento da Borborema, regiões consideradas estratégicas para uma vitória estadual.
O parlamentar também afirmou que irá atuar pessoalmente para tentar convencer o prefeito de Campina Grande, Bruno Cunha Lima, a aderir ao projeto de Cícero. A tarefa, no entanto, é vista como complexa.
Bruno Cunha Lima segue reafirmando apoio ao senador Efraim Filho (União Brasil), pré-candidato ao governo do estado. Aliados justificam a posição como um gesto de lealdade política e administrativa, destacando o apoio de Efraim à gestão municipal, especialmente em momentos de dificuldade financeira.
Analistas alertam, porém, que o isolamento político pode trazer custos elevados. Caso o grupo Cunha Lima se consolide majoritariamente ao lado de Cícero Lucena, Bruno pode enfrentar fragilização política em Campina Grande, sobretudo se o desempenho eleitoral de Efraim no município não for expressivo.
Durante o evento, Pedro Cunha Lima também anunciou que o deputado estadual Fábio Ramalho deve se filiar ao PSD. O movimento praticamente sela o esvaziamento do PSDB na Paraíba. Com a saída de Fábio, atual presidente estadual da sigla, o PSDB perde uma de suas últimas lideranças com mandato e estrutura no estado. Há quem classifique o cenário como um “atestado de óbito político” do partido na Paraíba, que já teve protagonismo nacional e hoje vê seus quadros migrarem para legendas com maior competitividade eleitoral.
Nos bastidores, entretanto, há quem diga que o contexto político pode levar Pedro a aceitar a composição como forma de reposicionamento estratégico do grupo Cunha Lima no cenário estadual.
O próprio Cícero Lucena sinalizou que pretende formar uma chapa “com dois governadores”, em alusão ao modelo adotado em João Pessoa, onde divide protagonismo administrativo com o vice-prefeito Léo Bezerra.
Romero Rodrigues e impasse em Campina Grande
O parlamentar também afirmou que irá atuar pessoalmente para tentar convencer o prefeito de Campina Grande, Bruno Cunha Lima, a aderir ao projeto de Cícero. A tarefa, no entanto, é vista como complexa.
Bruno Cunha Lima segue reafirmando apoio ao senador Efraim Filho (União Brasil), pré-candidato ao governo do estado. Aliados justificam a posição como um gesto de lealdade política e administrativa, destacando o apoio de Efraim à gestão municipal, especialmente em momentos de dificuldade financeira.
Analistas alertam, porém, que o isolamento político pode trazer custos elevados. Caso o grupo Cunha Lima se consolide majoritariamente ao lado de Cícero Lucena, Bruno pode enfrentar fragilização política em Campina Grande, sobretudo se o desempenho eleitoral de Efraim no município não for expressivo.

