Os relatos foram apresentados nesta quinta-feira (15) ao Blog Maurílio Júnior e envolvem trabalhadores de áreas como produção audiovisual, direção, edição, equipes técnicas e maquiagem. O grupo afirma que atuou desde a pré-campanha e intensificou os trabalhos na reta final da eleição, inclusive aos fins de semana e feriados.
“Já cobramos o nosso direito de forma amigável, mas não temos resposta. Estamos atrás dos nossos direitos, porque trabalhamos de domingo a domingo por essas campanhas”, afirmou uma das profissionais ouvidas pelo blog.
Trabalhadores dizem que pagamento caberia às campanhas
Os profissionais sustentam que os valores deveriam ser quitados diretamente pelas campanhas de Cícero e Mersinho. Essa versão, porém, foi apresentada pelos denunciantes e ainda não foi confirmada documentalmente pelas campanhas citadas.
O grupo afirma que tentou resolver a situação sem exposição pública, mas decidiu tornar a cobrança conhecida diante da ausência de resposta.
Valor de quase R$ 900 mil ainda depende de comprovação
Até esta atualização, não foram divulgados contratos, notas fiscais ou uma planilha pública detalhando individualmente os valores devidos aos 92 profissionais.
Por isso, o montante de quase R$ 900 mil deve ser tratado como uma cobrança alegada pelos trabalhadores, e não como uma dívida já reconhecida pelas campanhas ou confirmada judicialmente.
Prestação de contas de Mersinho registra mais de R$ 2,5 milhões em despesas
Desse total, aproximadamente R$ 393 mil foram declarados como serviços prestados por terceiros, enquanto cerca de R$ 251 mil aparecem na categoria de produção de programas de rádio, televisão ou vídeo. Outros R$ 109 mil foram classificados como despesas com pessoal.
Esses registros mostram que houve contratação relevante de serviços de comunicação e produção durante a campanha, mas não permitem concluir, por si só, que os valores cobrados agora pelos trabalhadores estejam incluídos nessas rubricas ou que estejam efetivamente em atraso.
A prestação de contas consultada ainda era parcial e poderia sofrer atualizações até a apresentação definitiva à Justiça Eleitoral.
Mersinho não conseguiu reeleição
Cícero Lucena, que deixou a Prefeitura de João Pessoa para disputar o Governo da Paraíba, terminou a eleição estadual em terceiro lugar.
As cobranças vieram a público onze dias depois do primeiro turno, realizado em 4 de outubro.
Grupo admite adotar medidas para cobrar pagamentos
O tipo de medida dependerá da natureza das contratações de cada trabalhador e dos documentos existentes, como contratos, notas fiscais, mensagens, comprovantes de prestação do serviço e eventuais registros nas contas eleitorais.
Uma eventual disputa também poderá exigir a identificação de quem formalmente contratou cada serviço: candidato, partido, comitê, produtora ou outra empresa intermediária.
Campanhas ainda não se manifestaram
Também não havia confirmação independente de que todos os 92 profissionais permanecessem sem pagamento nem reconhecimento formal do valor total apontado pelo grupo.
O espaço permanece aberto para manifestação das campanhas, dos partidos e da produtora citada.

