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Paraíba

Profissionais denunciam atraso de quase R$ 900 mil em pagamentos das campanhas de Cícero e Mersinho

Publicado em 15/10/2026 às 13:20 Por Redação
Foto: Reprodução/ YouTube
Foto: Reprodução/ YouTube
Cerca de 92 profissionais de comunicação afirmam estar sem receber pagamentos por serviços prestados às campanhas de Cícero Lucena (MDB), candidato ao Governo da Paraíba, e de Mersinho Lucena (PSD), que disputou a reeleição para deputado federal. Segundo os denunciantes, a dívida acumulada se aproxima de R$ 900 mil.

Os relatos foram apresentados nesta quinta-feira (15) ao Blog Maurílio Júnior e envolvem trabalhadores de áreas como produção audiovisual, direção, edição, equipes técnicas e maquiagem. O grupo afirma que atuou desde a pré-campanha e intensificou os trabalhos na reta final da eleição, inclusive aos fins de semana e feriados.

“Já cobramos o nosso direito de forma amigável, mas não temos resposta. Estamos atrás dos nossos direitos, porque trabalhamos de domingo a domingo por essas campanhas”, afirmou uma das profissionais ouvidas pelo blog.

Trabalhadores dizem que pagamento caberia às campanhas


Segundo um dos relatos, os pagamentos cobrados não seriam de responsabilidade da produtora Castanhola, que também teria acumulado prejuízos durante a campanha.

Os profissionais sustentam que os valores deveriam ser quitados diretamente pelas campanhas de Cícero e Mersinho. Essa versão, porém, foi apresentada pelos denunciantes e ainda não foi confirmada documentalmente pelas campanhas citadas.

O grupo afirma que tentou resolver a situação sem exposição pública, mas decidiu tornar a cobrança conhecida diante da ausência de resposta.

Valor de quase R$ 900 mil ainda depende de comprovação


A cifra mencionada pelos trabalhadores representa uma estimativa apresentada pelo próprio grupo.

Até esta atualização, não foram divulgados contratos, notas fiscais ou uma planilha pública detalhando individualmente os valores devidos aos 92 profissionais.

Por isso, o montante de quase R$ 900 mil deve ser tratado como uma cobrança alegada pelos trabalhadores, e não como uma dívida já reconhecida pelas campanhas ou confirmada judicialmente.

Prestação de contas de Mersinho registra mais de R$ 2,5 milhões em despesas


Dados da prestação de contas eleitoral disponíveis após o primeiro turno mostram que a campanha de Mersinho Lucena declarou cerca de R$ 2,5 milhões em gastos em 2026.

Desse total, aproximadamente R$ 393 mil foram declarados como serviços prestados por terceiros, enquanto cerca de R$ 251 mil aparecem na categoria de produção de programas de rádio, televisão ou vídeo. Outros R$ 109 mil foram classificados como despesas com pessoal.

Esses registros mostram que houve contratação relevante de serviços de comunicação e produção durante a campanha, mas não permitem concluir, por si só, que os valores cobrados agora pelos trabalhadores estejam incluídos nessas rubricas ou que estejam efetivamente em atraso.

A prestação de contas consultada ainda era parcial e poderia sofrer atualizações até a apresentação definitiva à Justiça Eleitoral.

Mersinho não conseguiu reeleição


Mersinho Lucena terminou a eleição para deputado federal com 62.981 votos, equivalentes a 2,62% dos votos válidos, e não conseguiu renovar o mandato na Câmara dos Deputados.

Cícero Lucena, que deixou a Prefeitura de João Pessoa para disputar o Governo da Paraíba, terminou a eleição estadual em terceiro lugar.

As cobranças vieram a público onze dias depois do primeiro turno, realizado em 4 de outubro.

Grupo admite adotar medidas para cobrar pagamentos


Os profissionais afirmam que poderão recorrer a medidas administrativas ou judiciais caso os valores não sejam pagos.

O tipo de medida dependerá da natureza das contratações de cada trabalhador e dos documentos existentes, como contratos, notas fiscais, mensagens, comprovantes de prestação do serviço e eventuais registros nas contas eleitorais.

Uma eventual disputa também poderá exigir a identificação de quem formalmente contratou cada serviço: candidato, partido, comitê, produtora ou outra empresa intermediária.

Campanhas ainda não se manifestaram


Até a publicação original da denúncia, Cícero Lucena, Mersinho Lucena e suas respectivas campanhas não haviam apresentado posicionamento público sobre as cobranças.

Também não havia confirmação independente de que todos os 92 profissionais permanecessem sem pagamento nem reconhecimento formal do valor total apontado pelo grupo.

O espaço permanece aberto para manifestação das campanhas, dos partidos e da produtora citada.

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