O episódio, ocorrido no domingo (30), levou o Ministério Público da Paraíba (MPPB) a instaurar uma investigação para acompanhar as medidas adotadas pela Prefeitura de João Pessoa após a morte do jovem. A Notícia de Fato foi assinada pelo promotor de Meio Ambiente, Edmilson de Campos Leite Filho.
De acordo com o MPPB, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente (Semam-JP) foi notificada a apresentar, em até 15 dias, informações sobre as medidas implementadas após o ocorrido.
O órgão também requisitou esclarecimentos ao Parque Arruda Câmara, incluindo:- Quais padrões técnicos de segurança são aplicados ao recinto e ao manejo de fauna silvestre em cativeiro;
- Se foram realizados exames médicos na leoa antes e depois do ataque;
- A apresentação de relatórios veterinários que comprovem o acompanhamento do animal.
A administração do parque informou que a leoa, chamada Leona, não será sacrificada. O animal está sob cuidados da equipe técnica, por ter passado por um episódio de alto estresse.
A Polícia Civil confirmou que abriu uma investigação, mas o inquérito ainda não foi encaminhado para uma delegacia específica. A apuração deve ficar sob responsabilidade da Delegacia de Crimes Contra a Pessoa (DCCPES) ou da delegacia distrital mais próxima.
O caso ganhou novos elementos após vir à tona que a Justiça havia determinado, mais de uma vez, a internação de Gerson em uma instituição de longa permanência.
Em uma decisão de 30 de outubro, o juiz Rodrigo Marques de Silva Lima classificou o jovem como inimputável devido a um quadro de esquizofrenia, indicando que o tratamento ambulatorial era insuficiente.
A juíza Conceição Marsicano relatou que também solicitou acompanhamento especializado e que o jovem havia sido encaminhado ao CAPS.
Um vídeo que circula nas redes sociais mostra o momento em que Gerson sobe pela estrutura lateral da jaula, utiliza uma árvore interna como apoio e entra no recinto da leoa, sendo atacado em seguida.
A Polícia Militar e o Instituto de Polícia Científica da Paraíba (IPC) foram acionados. O zoológico foi fechado após o incidente e as visitas suspensas, sem previsão de reabertura.
O professor Francisco Garcia, que também é mestre em Direito, reforçou no vídeo que a situação expõe fragilidades estruturais e de fiscalização no parque, destacando a necessidade de medidas urgentes para evitar novos episódios.

