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Paraíba

Presidente do STJ cobra rigor na aplicação da Lei do Gabarito em João Pessoa

Publicado em 19/08/2026 às 12:30 Por Redação
Foto: Reprodução/ Instagram
Foto: Reprodução/ Instagram


>O presidente do Superior Tribunal de Justiça (STJ), ministro Herman Benjamin, chamou a atenção para a necessidade de rigor na aplicação da Lei do Gabarito em João Pessoa. A manifestação ocorreu durante a análise de um recurso envolvendo um edifício construído na orla da capital paraibana em desacordo com as regras urbanísticas.

>Herman Benjamin destacou a importância da preservação da orla marítima de João Pessoa, considerada pelo ministro um patrimônio paisagístico coletivo, e afirmou que tanto o Poder Executivo quanto o Judiciário devem atuar para garantir o cumprimento da legislação.

>“A orla marítima de João Pessoa compõe extraordinário patrimônio paisagístico do conjunto dos paraibanos, admirado no Brasil inteiro e no exterior. Logo, preservá-la é obrigação universal”, afirmou o ministro.

Decisão judicial e Lei do Gabarito

>A manifestação foi feita em um recurso apresentado pelo Ministério Público da Paraíba (MPPB) envolvendo o empreendimento Oceânica Cabo Branco.

>Segundo as informações do processo, o edifício foi construído com 84 centímetros acima do limite estabelecido pela Lei do Gabarito para a área.

>Diante da irregularidade, a construtora recorreu à Justiça para obter o Habite-se, documento necessário para a ocupação do imóvel. A 2ª Vara da Fazenda Pública da Capital havia concedido decisão favorável à emissão.

>O caso chegou ao Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB), onde a 3ª Câmara Cível barrou a emissão do Habite-se. Antes disso, o Ministério Público havia recorrido ao STJ.

Ministro questiona decisões que flexibilizem a legislação

>Ao analisar o caso, Herman Benjamin afirmou que decisões judiciais não devem criar, segundo ele, vantagens para construções que estejam em desacordo com as normas urbanísticas e ambientais.

>O presidente do STJ também ressaltou que a legislação deve ser aplicada de forma uniforme, especialmente em uma área considerada de interesse coletivo.

>“Deles as gerações futuras esperam fiscalização e implementação rigorosa da letra e do espírito da legislação”, afirmou.

>Em outro trecho da manifestação, o ministro afirmou que a flexibilização sucessiva das regras pode comprometer a preservação dos espaços públicos e dos bens de uso coletivo.

Preservação da orla

>Herman Benjamin também destacou que a responsabilidade pela preservação da orla não cabe exclusivamente ao Poder Executivo.

>Segundo o ministro, Administração Pública e Judiciário têm responsabilidade na fiscalização e na aplicação das normas que regulamentam as construções na faixa litorânea.

>A discussão ocorre em meio ao debate sobre o cumprimento da Lei do Gabarito, que estabelece limites para a altura das edificações na orla de João Pessoa com o objetivo de preservar características urbanísticas e paisagísticas da região.
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