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Prefeitura veta programa que daria auxílio para compra de livros em João Pessoa

Atualizada em 09/03/2026 às 17:40 Por Redação
Foto: Reprodução/ Instagram
Foto: Reprodução/ Instagram
O prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena, vetou integralmente o Projeto de Lei nº 053/2025, de autoria do vereador Tarcísio Jardim, que propunha a criação do Programa Cheque Livro — iniciativa que pretendia oferecer um valor financeiro para crianças e jovens adquirirem livros em livrarias credenciadas.

A decisão foi encaminhada ao presidente da Câmara Municipal, Valdir José Dowsley, e se baseia no entendimento de que o texto aprovado pelos vereadores invade competências exclusivas do Poder Executivo.

Embora o prefeito reconheça o mérito da ideia ao estimular a leitura e ampliar o acesso à cultura, a justificativa aponta que o projeto impõe obrigações que, pela Lei Orgânica do Município, só podem ser determinadas pelo Executivo. Entre essas atribuições estão:

  • definir o valor do benefício;

  • organizar a estrutura operacional do programa;

  • promover a divulgação oficial;

  • realizar uma campanha permanente de incentivo à leitura;

  • firmar parcerias com livrarias e outros agentes;

  • assegurar recursos orçamentários para sua execução.

Segundo a Prefeitura, essas determinações criam novos encargos administrativos e financeiros, o que caracteriza interferência indevida na atuação do Executivo.

O veto também faz referência a julgamentos do Supremo Tribunal Federal (STF), que já anulou leis municipais e estaduais por ampliarem despesas ou institutos administrativos sem previsão orçamentária ou sem iniciativa do Executivo — como em um caso ocorrido no Rio de Janeiro, citado na própria mensagem do prefeito.

Outro ponto destacado é que o projeto não apresenta estimativa de custos, requisito obrigatório sempre que se propõe benefício financeiro com recursos públicos. Sem essa previsão, argumenta o prefeito, a medida torna-se inviável de ser implementada.

Com o veto total, o texto retorna à Câmara Municipal, que decidirá se mantém a posição do Executivo ou se tenta derrubá-la em votação.

O texto apresenta um erro que impede sua aprovação. Por isso, opto pelo veto total”, afirmou Cícero Lucena na mensagem encaminhada aos vereadores.

A Prefeitura reforçou que a importância do tema não dispensa a necessidade de cumprir as normas que regem a criação de políticas públicas no município.


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