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Polícia investiga homem suspeito de espalhar vírus pela internet e invadir computadores na Paraíba; saiba como se proteger

Publicado em 09/10/2026 às 07:21 Por Lucas Rodrigues
Foto: Divulgação / Polícia Civil da Paraíba
Foto: Divulgação / Polícia Civil da Paraíba
Um homem de 43 anos, morador de Cabedelo, na Grande João Pessoa, é investigado pela Polícia Civil por suspeita de utilizar programas maliciosos para invadir computadores, roubar dados pessoais e obter vantagens financeiras por meio da mineração de criptomoedas. Um mandado de busca e apreensão foi cumprido contra o investigado.

Segundo o delegado Rafael Medeiros, da Delegacia de Crimes Cibernéticos, o suspeito publicava vídeos no YouTube ensinando a instalar programas conhecidos, como Adobe Acrobat e Photoshop. Nas descrições, disponibilizava links para download que, conforme a investigação, continham vírus capazes de infectar os computadores das vítimas.

Após a instalação, os programas maliciosos permitiriam o acesso remoto aos equipamentos, possibilitando o roubo de informações pessoais e o controle dos dispositivos sem autorização. A polícia também apura se o homem utilizava o processamento dessas máquinas para minerar bitcoins.

Durante as buscas, foram apreendidos computadores, notebook, celular e agendas com senhas e informações de possíveis vítimas. A Polícia Civil investiga a suspeita de que dezenas de pessoas tenham sido afetadas.

Os equipamentos passarão por perícia para identificar a extensão das invasões e os possíveis prejuízos. O resultado poderá fundamentar novas medidas judiciais, incluindo um eventual pedido de prisão.

Como se proteger de golpes semelhantes?

O caso chama atenção para os riscos de instalar programas por meio de links compartilhados na internet. Mesmo vídeos aparentemente confiáveis podem direcionar usuários para arquivos infectados.

Para reduzir os riscos, o Centro de Estudos, Resposta e Tratamento de Incidentes de Segurança no Brasil (CERT.br) recomenda baixar programas apenas de fontes oficiais, manter o sistema operacional atualizado e utilizar ferramentas de proteção.

Também é importante desconfiar de aplicativos pagos oferecidos gratuitamente, arquivos que exigem a desativação do antivírus e links enviados por desconhecidos.

O que fazer se tiver sido vítima?

Quem suspeitar de uma invasão deve desconectar o computador da internet, alterar as senhas utilizando outro dispositivo seguro e procurar assistência técnica. Também é recomendado ativar a autenticação em duas etapas nas contas digitais.

A ocorrência pode ser registrada na Polícia Civil. Para auxiliar a investigação, a vítima deve guardar links suspeitos, capturas de tela, mensagens e comprovantes de eventuais prejuízos.

Se houver movimentação bancária não autorizada, é necessário comunicar imediatamente a instituição financeira. Em golpes envolvendo Pix, a vítima pode solicitar a análise do caso pelo Mecanismo Especial de Devolução (MED), disponibilizado pelos bancos.

Outras orientações estão disponíveis gratuitamente na Cartilha de Segurança para Internet, do CERT.br.
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