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Paraíba

Polícia Federal investiga desvio de R$ 15,6 milhões da saúde e cumpre mandados em três cidades da Paraíba

Publicado em 15/10/2026 às 04:45 Por Lucas Rodrigues
Foto: Divulgação / Polícia Federal
Foto: Divulgação / Polícia Federal
A Polícia Federal cumpriu mandados de busca e apreensão em três municípios da Paraíba, nesta quarta-feira (14), durante a Operação Dirus, que investiga suspeitas de fraudes em contratos e desvio de recursos públicos destinados à saúde em Sergipe. O prejuízo estimado aos cofres públicos é de R$ 15,6 milhões.

Na Paraíba, as ações ocorreram em Campina Grande, Serra Branca e Pedra Lavrada. A operação foi realizada em parceria com a Controladoria-Geral da União (CGU) e contou com a participação do Ministério Público Federal (MPF).

Ao todo, foram expedidos 32 mandados de busca e apreensão, cumpridos em cinco estados: Paraíba, Sergipe, Ceará, São Paulo e Rio de Janeiro. As ordens judiciais tiveram como alvos sedes de organizações sociais, empresas e residências de investigados.

De acordo com a CGU, a investigação apura possíveis irregularidades na contratação de organizações sociais responsáveis pela administração de unidades de saúde no município de Nossa Senhora do Socorro, em Sergipe.

Entre os contratos investigados estão os relacionados à implantação e à gestão de um hospital de campanha durante a pandemia de Covid-19 e à administração de uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA).

As apurações tiveram início em 2020, a partir de análises sobre a contratação e a atuação das entidades responsáveis pelos serviços de saúde. Os investigadores identificaram indícios de direcionamento de contratações e superfaturamento, com possíveis irregularidades ocorridas entre 2020 e 2026.

Segundo os órgãos responsáveis pela operação, o esquema investigado pode ter provocado prejuízo de aproximadamente R$ 15,6 milhões aos cofres públicos.

A Justiça Federal também autorizou o bloqueio e o sequestro de bens e valores dos investigados, até o limite do prejuízo estimado. A medida busca preservar recursos que poderão ser utilizados para eventual ressarcimento ao poder público.

As ordens judiciais foram autorizadas pela 1ª Vara Federal da Seção Judiciária de Sergipe.

Os investigados poderão responder, conforme a participação individual e os resultados das apurações, por crimes como organização criminosa, fraude em licitação, peculato, falsidade ideológica e lavagem de dinheiro.

A Polícia Federal não detalhou a quantidade de mandados cumpridos especificamente em cada município paraibano. As investigações continuam para esclarecer a participação dos envolvidos e a destinação dos recursos públicos.

As informações foram confirmadas em comunicados oficiais da Polícia Federal Controladoria-Geral da União.
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