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Paraíba

Polícia diz que motorista morto por PM na BR-101 estava sozinho e desarmado

Publicado em 25/08/2026 às 10:07 Por Lucas Rodrigues
Foto: Reprodução / Redes Sociais
Foto: Reprodução / Redes Sociais
Novos detalhes sobre a morte de Leonardo Lenon, de 35 anos, na BR-101, foram apresentados pela Polícia Civil na manhã desta terça-feira (25). Segundo a investigação, a vítima estava sozinha no veículo e nenhuma arma foi encontrada com ela. Um policial militar foi preso suspeito do homicídio.

As informações foram apresentadas pelos delegados Túlio Lustosa, do Núcleo de Homicídios de Alhandra, e Everaldo Medeiros, da Seccional de Alhandra.

De acordo com a Polícia Civil, Leonardo trabalhava como operador de máquinas em uma empresa de João Pessoa. No dia do crime, ele pediu à esposa as chaves do carro para jogar futebol em Mata Redonda. Antes de sair, teria orientado que, caso não retornasse ou desse notícias até as 10h, ela acionasse o seguro para bloquear o veículo.

Sem conseguir localizar o marido, a mulher procurou o local onde aconteceria a partida e, posteriormente, entrou em contato com a seguradora. Um funcionário da empresa que estava na região de Pedras de Fogo foi acionado e procurou um policial militar que estava de folga para auxiliar na localização do automóvel.

Investigação contesta versão de troca de tiros

Segundo os investigadores, câmeras analisadas até o momento mostram que Leonardo estava sozinho no carro. A apuração também não identificou sinais de disparos feitos de dentro para fora do veículo, e nenhuma arma foi encontrada com a vítima.

A Polícia Civil informou ainda que o automóvel utilizado pelo funcionário da seguradora não apresentava marcas de tiros. Cápsulas de munição calibre 9 mm foram recolhidas nas proximidades do corpo de Leonardo.

A investigação aponta que o policial teria realizado disparos contra o veículo ainda em uma rodovia estadual, antes de a ocorrência chegar à BR-101. As conclusões definitivas, no entanto, dependem dos laudos periciais.

Após ser preso, o policial permaneceu em silêncio durante o interrogatório. A Polícia Civil também apura os contatos entre ele e o funcionário da seguradora. Segundo os delegados, os dois não seriam amigos, mas realizaram diversas ligações após o ocorrido.

O caso continua sendo investigado pelo Núcleo de Homicídios de Alhandra.

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