O caso ganhou repercussão no dia 27 de julho, quando o religioso, durante uma homilia transmitida ao vivo pelo canal da paróquia no YouTube, fez comentários associando a fé de Preta Gil em religiões de matriz afro-indígena à morte e ao sofrimento. O vídeo foi retirado do ar após ampla repercussão nas redes sociais.
Na ocasião, o padre afirmou:
“Eu peço saúde, mas não alcanço saúde, é porque Deus sabe o que faz, ele sabe o que é melhor para você, que a morte é melhor para você. Como é o nome do pai de Preta Gil? Gilberto Gil fez uma oração aos orixás, cadê esses orixás que não ressuscitaram Preta Gil? Já enterraram?”A declaração gerou forte reação pública e levou à abertura de uma investigação. O próprio Gilberto Gil entrou com um processo por danos morais contra o padre e a Paróquia de Areial, pedindo indenização de R$ 370 mil. A defesa do cantor argumenta que a fala configura intolerância religiosa, racismo religioso, injúria e ultraje religioso, além de possuir “alta reprovabilidade moral”.
Em nota, a associação que apresentou o boletim de ocorrência inicial reforçou ser contra qualquer tipo de represália ou violência contra o padre e afirmou buscar apenas o respeito mútuo e a apuração dos fatos.
O processo movido por Gilberto Gil segue em andamento na Justiça da Paraíba, enquanto o inquérito policial foi oficialmente encerrado sem indiciamento.
