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Perícia encontra cerca de 15 ossos humanos na Ilha da Restinga e investiga possibilidade de mais de uma vítima

Publicado em 27/10/2026 às 14:38 Por Lucas Rodrigues
Foto: Reprodução / YouTube
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Uma ossada humana foi encontrada nesta terça-feira (27), na Ilha da Restinga, localizada entre os municípios de Cabedelo e Santa Rita, na Região Metropolitana de João Pessoa. Durante os trabalhos, os peritos localizaram aproximadamente 15 ossos, incluindo um crânio. A quantidade de restos mortais levantou a possibilidade de que o material pertença a mais de uma pessoa, hipótese que ainda depende de exames.

De acordo com o perito Pietro, os ossos estavam sobrepostos em uma área de mata de difícil acesso, sem sinais de que tivessem sido enterrados. A condição do material indica que os restos mortais estavam no local havia bastante tempo, embora ainda não seja possível determinar o período.

Além dos ossos, a perícia encontrou duas peças de roupa, uma cueca e uma bermuda, que também apresentavam sinais de exposição prolongada ao ambiente. Nenhuma munição ou outro vestígio relacionado ao possível uso de armas de fogo foi localizado durante a inspeção.

Segundo o perito, a presença de apenas um crânio não permite concluir que todos os ossos pertençam à mesma pessoa. A análise da quantidade e das características dos restos mortais será necessária para determinar se há material de dois ou mais indivíduos.

A operação de localização e retirada da ossada contou com a participação da Polícia Civil, do Corpo de Bombeiros e de equipes da perícia. O delegado Gustavo Carleto informou que os trabalhos começaram após o recebimento de informações sobre a existência de restos mortais na ilha.

Inicialmente, a Polícia Civil havia identificado apenas uma possível vítima. Entretanto, a avaliação realizada no local não descartou a existência de outros corpos. As equipes também realizaram buscas com o auxílio de cães, mas não encontraram outros pontos com restos mortais.

O material recolhido será encaminhado ao Instituto de Medicina Legal (IML), onde passará por exames para tentar identificar a vítima ou as possíveis vítimas. A investigação também poderá utilizar análises genéticas e cruzamento de informações com bancos de DNA. Ainda não há previsão para a conclusão dos procedimentos.

A Polícia Civil também busca esclarecer as circunstâncias das mortes. Até o momento, não é possível afirmar se os restos mortais estão relacionados a homicídios ou a outras causas. A identificação do material e os resultados dos exames periciais deverão orientar os próximos passos da investigação.

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