Cabo Gilberto compartilhou o vídeo da campanha publicitária e criticou o conteúdo, que, segundo ele, teria uma mensagem ideológica contrária à direita. Na publicação, o deputado escreveu: “Quem lacra não lucra! Faremos o maior boicote às Havaianas da história do Brasil.”
A reação do parlamentar ocorre após a propaganda viralizar nas redes sociais e gerar interpretações políticas, especialmente por causa do trecho inicial do texto narrado por Fernanda Torres, no qual a atriz afirma que não deseja que as pessoas comecem o novo ano com o “pé direito”. Para integrantes da direita, a frase foi entendida como uma alusão política indireta, apesar de o comercial não mencionar partidos, governos ou posicionamentos ideológicos de forma explícita.
A manifestação de Cabo Gilberto reforçou o movimento de críticas à marca por parte de parlamentares, influenciadores e apoiadores do campo conservador, alguns dos quais também passaram a defender a substituição do produto por outras marcas.
A polêmica envolve uma das marcas mais tradicionais e simbólicas do Brasil. A história das Havaianas começa em 1962, quando a Alpargatas lançou o chinelo de dedo de borracha no país, inspirado na sandália japonesa Zori, feita de palha de arroz. O modelo original tinha textura de grãos de arroz na palmilha, era produzido em borracha 100% nacional e surgiu nas cores azul e branco. O nome fazia referência ao Havaí, associado a um estilo de vida paradisíaco.
Durante as décadas de 1970 e 1980, o produto se popularizou amplamente, chegando a ser vendido com preço tabelado e até incluído na cesta básica. Nesse período, porém, a marca enfrentou uma crise de imagem, ao ser rotulada como um “chinelo popular”, associado às classes mais baixas.
A virada ocorreu a partir dos anos 1990, quando a Alpargatas reposicionou a marca. O lançamento das Havaianas Top, em 1994, trouxe modelos coloridos e com sola lisa. Em 1998, a inclusão da bandeira do Brasil nas tiras, durante a Copa do Mundo, transformou o produto em um símbolo de brasilidade e impulsionou sua presença internacional. A campanha “Todo Mundo Usa”, com celebridades, consolidou o chinelo como item democrático, usado por todas as classes sociais.
Hoje, as Havaianas estão presentes em mais de 100 países.
Durante as décadas de 1970 e 1980, o produto se popularizou amplamente, chegando a ser vendido com preço tabelado e até incluído na cesta básica. Nesse período, porém, a marca enfrentou uma crise de imagem, ao ser rotulada como um “chinelo popular”, associado às classes mais baixas.
A virada ocorreu a partir dos anos 1990, quando a Alpargatas reposicionou a marca. O lançamento das Havaianas Top, em 1994, trouxe modelos coloridos e com sola lisa. Em 1998, a inclusão da bandeira do Brasil nas tiras, durante a Copa do Mundo, transformou o produto em um símbolo de brasilidade e impulsionou sua presença internacional. A campanha “Todo Mundo Usa”, com celebridades, consolidou o chinelo como item democrático, usado por todas as classes sociais.
Hoje, as Havaianas estão presentes em mais de 100 países.
Atualmente, a Alpargatas mantém um portfólio mais enxuto, com foco principal em duas marcas:
Até o momento, a Havaianas não se pronunciou oficialmente sobre o pedido de boicote feito pelo deputado paraibano. A campanha segue no ar e continua dividindo opiniões nas redes sociais, agora com forte repercussão política após a manifestação do líder da oposição na Câmara Federal.
- Havaianas, seu carro-chefe global;
- Rothy’s, marca americana de calçados sustentáveis feitos com materiais reciclados.
Até o momento, a Havaianas não se pronunciou oficialmente sobre o pedido de boicote feito pelo deputado paraibano. A campanha segue no ar e continua dividindo opiniões nas redes sociais, agora com forte repercussão política após a manifestação do líder da oposição na Câmara Federal.
