O ranking, publicado nesta quinta-feira (11), manteve Tarciana na 18ª posição, repetindo o desempenho de 2024. Sua primeira aparição na lista ocorreu em 2023, quando estreou entre as 50 primeiras, ocupando um expressivo 24º lugar.
A Forbes voltou a destacar o impacto histórico de sua gestão no Banco do Brasil. Ao assumir a presidência da instituição, em janeiro de 2023, Tarciana quebrou um ciclo de 215 anos sem que uma mulher comandasse o banco mais antigo do país. Segundo a publicação, sua liderança combina inovação, atenção a pautas sociais e forte compromisso com a agenda ambiental.
Entre as iniciativas lembradas pela revista está o discurso de Tarciana na Assembleia Geral da ONU, em 2023, defendendo o aumento do financiamento a empresas sustentáveis. No mesmo período, ela liderou a articulação que garantiu uma parceria com o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), resultando em um aporte de US$ 250 milhões para projetos de energia renovável e infraestrutura verde.
A trajetória de Tarciana, porém, começou longe dos altos cargos. Em 1988, ela trabalhava como feirante. Depois, atuou como professora, até ingressar no Banco do Brasil no ano 2000. Desde então, percorreu diversas áreas da instituição, passando por funções no varejo, superintendências regionais e na BB Seguridade, onde coordenou equipes e estratégias comerciais em nível nacional.
A edição de 2025 marca o 22º ano do ranking da Forbes, que destaca mulheres com grande capacidade de influência em um cenário global marcado por instabilidade econômica e disputas políticas. Segundo a revista, as líderes escolhidas movimentam juntas cerca de US$ 37 trilhões e impactam mais de 1 bilhão de pessoas em todo o mundo.
O topo da lista deste ano é formado por:
- Tan Su Shan, CEO do grupo DBS (Singapura)
- Colette Kress, vice-presidente executiva e CFO da Nvidia
- Hana al Rostamani, CEO do First Abu Bank (Emirados Árabes)
- Gwynne Shotwell, presidente e COO da SpaceX

