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Paraíba

Paraíba registra primeiro transplante cardíaco pediátrico e paciente recebe alta

Publicado em 13/12/2025 às 10:00 Por Redação
Foto: SECOM/PB
Foto: SECOM/PB
O Hospital Metropolitano Dom José Maria Pires, em João Pessoa, viveu um momento histórico nesta sexta-feira (12) com a alta hospitalar do adolescente João Pedro Pereira, de 14 anos, primeiro paciente a passar por um transplante cardíaco pediátrico na história da Paraíba. A unidade integra a rede estadual de saúde e é gerenciada pela Fundação Paraibana de Gestão em Saúde (PB Saúde).

A saída do jovem foi marcada por aplausos, emoção e manifestações de carinho de profissionais que acompanharam todo o processo. Em poucas palavras, João Pedro agradeceu à família do doador. “Muito obrigado por vocês terem doado um coração de um parente de vocês. Muito obrigado mesmo”, disse.

O procedimento representa um avanço na assistência de alta complexidade no estado e reforça a ampliação do acesso a tratamentos especializados pelo Governo da Paraíba, por meio da PB Saúde.

A coordenadora do Ambulatório de Transplante do Hospital Metropolitano, Tauanny Frazão, destacou o significado do momento para a equipe e para o sistema de saúde estadual. “Celebramos a alta do primeiro transplante pediátrico da Paraíba. Devolvemos João Pedro à família com um novo coração e uma nova história, além de agradecer à família do doador, que, em meio à dor, teve um gesto de extrema generosidade”, afirmou.

A coordenadora da Comissão Intra-Hospitalar de Doação de Órgãos e Tecidos, Patrícia Monteiro, ressaltou a trajetória do adolescente. “Ele é um exemplo de força, coragem e superação. Nosso time está orgulhoso de sua evolução e deseja que esse novo coração siga pulsando uma vida cheia de saúde e sonhos”, disse.

Natural de Santana dos Garrotes, no Sertão paraibano, João Pedro convivia com uma displasia arritmogênica do ventrículo direito, doença genética caracterizada pela substituição do músculo cardíaco por tecido gorduroso, podendo provocar arritmias graves e insuficiência cardíaca.

Segundo a cardiologista Roberta Barreto, integrante da equipe de transplantes, o quadro evoluiu ao longo dos anos. “Ele precisou implantar um cardiodesfibrilador em razão das arritmias, mas já se sabia que o transplante poderia ser necessário em algum momento”, explicou.

A gravidade do caso exigiu uma operação integrada de resgate e logística. O adolescente foi transferido para João Pessoa por meio do Grupo de Resgate Aeromédico da Paraíba (Grame), utilizando aeronave do Corpo de Bombeiros. Já o coração doado veio do Hospital de Trauma de Campina Grande, transportado pelo Grupamento Tático Aéreo (GTA) da Polícia Militar.

A ação marcou a primeira operação conjunta dentro da nova parceria entre a Secretaria de Estado da Saúde e a Secretaria de Segurança e Defesa Social, reforçando a estrutura estadual de apoio aos transplantes de órgãos.

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