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Paraíba

Paraíba cria banco de currículos para fortalecer a autonomia de mulheres em vulnerabilidade

Publicado em 10/03/2026 às 16:00 Por Redação
Foto: Reprodução
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O Governo da Paraíba oficializou, nesta terça-feira (10), um importante passo na rede de proteção e suporte à mulher no estado. Com a sanção da lei de autoria da deputada estadual Francisca Motta (Republicanos), foi criado um banco de currículos exclusivo voltado para mulheres em situação de vulnerabilidade social e vítimas de violência doméstica, uma medida que visa combater o ciclo da violência através da emancipação financeira.

A iniciativa, publicada no Diário Oficial do Estado, estabelece que o banco de dados será gerido pelo poder público, servindo como uma ponte direta entre essas mulheres e o mercado de trabalho. Ao se cadastrarem, as profissionais terão seus perfis disponibilizados para empresas parceiras, tanto do setor público quanto do privado, que buscarão no programa talentos para o preenchimento de vagas. O projeto prevê, inclusive, parcerias estratégicas para incentivar que o setor corporativo não apenas receba esses currículos, mas priorize a contratação dessas profissionais, oferecendo-lhes uma oportunidade real de reinserção social.

Para além da intermediação de vagas, a legislação adota uma visão integrada de assistência. Reconhecendo que a independência econômica é indissociável do suporte emocional e técnico, o programa articula a oferta de cursos de capacitação profissional em conjunto com instituições de ensino e ONGs, garantindo que essas mulheres estejam aptas aos desafios das diferentes ocupações. Paralelamente, a lei institui uma rede de acompanhamento psicológico e social, essencial para que as participantes superem os traumas e as barreiras impostas pelos ciclos de violência.

A proposta de Francisca Motta ataca uma das causas mais comuns para a permanência de mulheres em lares violentos: a dependência financeira do agressor. Ao oferecer caminhos para que essas mulheres construam sua própria renda e autonomia, o Estado paraibano consolida uma política pública que transcende a punição e investe na reconstrução de vidas, oferecendo as ferramentas necessárias para que cada mulher possa retomar o controle de sua trajetória pessoal e profissional.

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