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Paraíba Contra o Câncer realiza primeira colectomia por videolaparoscopia no Hospital Edson Ramalho

Atualizada em 11/04/2026 às 14:19 Por Redação
Foto: SECOM/PB
Foto: SECOM/PB
>O programa Paraíba Contra o Câncer possibilitou, nesta sexta-feira (10), a realização da primeira colectomia parcial por videolaparoscopia no Hospital do Servidor General Edson Ramalho (HSGER), em João Pessoa. O procedimento, realizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS), marca a introdução da técnica minimamente invasiva na unidade da rede estadual, gerenciada pela Fundação Paraibana de Gestão em Saúde (PB Saúde).

>A iniciativa integra a estratégia do programa estadual voltada à ampliação do acesso ao tratamento oncológico, com foco na redução do tempo entre diagnóstico e intervenção cirúrgica.

Técnica menos invasiva

>A colectomia parcial por videolaparoscopia é realizada com pequenas incisões e o auxílio de uma câmera, permitindo a visualização interna do abdômen. O método é utilizado para a retirada de parte do cólon e apresenta diferenças em relação à cirurgia aberta tradicional.

>De acordo com o diretor hospitalar e oncologista Ramonn Chaves, responsável pelo procedimento, a técnica passa a ser ofertada de forma regular na unidade.

>“Realizamos uma colectomia parcial laparoscópica, com pequenos orifícios e uso de vídeo para visualização da cavidade abdominal. A partir desta semana, esse tipo de abordagem passa a ser disponibilizado, com impacto direto na recuperação dos pacientes”, afirmou.

Caso clínico

>O paciente submetido ao procedimento foi Fabrício Martins, de 51 anos, diagnosticado com adenocarcinoma após cirurgia realizada em dezembro. Ele também apresenta comorbidades, como doença de Parkinson, e utiliza marcapasso implantado anteriormente pelo SUS.

>Segundo o anestesista Edvan Benevides, o quadro exigiu cuidados adicionais da equipe médica.

>“Trata-se de um paciente com condições clínicas que demandam atenção. A cirurgia por videolaparoscopia é menos invasiva e pode contribuir para uma recuperação mais rápida e com menor tempo de internação”, explicou.

Acompanhamento e diagnóstico

>A confirmação do diagnóstico ocorreu em janeiro. De acordo com familiares, o paciente foi encaminhado para acompanhamento especializado dentro da rede pública, com realização de exames e definição do tratamento cirúrgico.

>A esposa do paciente, Anna Karla Claudino, relatou que o atendimento ocorreu de forma organizada desde o início do processo.

>“Tivemos acompanhamento desde o diagnóstico, com realização de exames e orientação da equipe de saúde”, afirmou.

Ampliação da assistência oncológica

>O programa Paraíba Contra o Câncer tem como objetivo integrar a rede estadual de atendimento, conectando unidades de saúde e organizando o fluxo entre diagnóstico e tratamento.

>No dia 27 de março, o Hospital Edson Ramalho já havia realizado outro procedimento de alta complexidade no âmbito do programa: a técnica HIPEC, que combina cirurgia com aplicação de quimioterapia aquecida diretamente na cavidade abdominal.

>A adoção dessas técnicas amplia a oferta de procedimentos especializados no SUS na Paraíba.



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