Construído em 1868, ainda no período do Brasil Império, o edifício atravessou mais de 150 anos de história, assumindo diferentes funções públicas. Inicialmente projetado para ser o teatro da cidade, acabou abrigando o Tesouro Provincial e, ao longo do tempo, sediou a Câmara Municipal, o Tribunal do Júri, a Assembleia Legislativa, secretarias estaduais, o Arquivo Público, os Correios e, mais recentemente, a Polícia Militar. Agora, reabre com uma nova configuração, preservando sua identidade histórica e incorporando usos administrativos e culturais.
Segundo o governador João Azevêdo, a inauguração faz parte de uma estratégia mais ampla de ocupação qualificada do Centro Histórico por equipamentos públicos. “O palácio está belíssimo. Ele recoloca o governo no Centro Histórico de João Pessoa e reforça a nossa intenção de ocupar e valorizar essa área tão importante da cidade”, afirmou. O espaço passa a abrigar o gabinete do governador e secretarias de apoio.
A restauração foi executada pela Superintendência de Obras do Plano de Desenvolvimento do Estado (Suplan) e integra o projeto Viva o Centro. De acordo com dados técnicos, o investimento total foi de R$ 22 milhões, com recursos próprios do Estado. As obras começaram em maio de 2024 e seguiram rigorosamente as diretrizes do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico do Estado da Paraíba (Iphaep).
O engenheiro civil Jassonkadir Franco, responsável pela fiscalização, explica que o prédio apresentava um quadro estrutural delicado. “A situação era bastante comprometida. Foi necessária uma intervenção ampla, com substituição de pisos, forros, esquadrias e sistemas elétricos”, detalhou. O projeto incluiu ainda novo sistema de climatização, iluminação interna e externa e circuito de monitoramento por câmeras.
Um dos principais desafios, segundo o engenheiro, foi a recomposição dos pisos e forros de madeira. Para manter o padrão original, foi utilizada madeira ipê, considerada madeira de lei, aplicada tanto no piso quanto no forro, respeitando as características históricas do edifício.
O engenheiro civil Jassonkadir Franco, responsável pela fiscalização, explica que o prédio apresentava um quadro estrutural delicado. “A situação era bastante comprometida. Foi necessária uma intervenção ampla, com substituição de pisos, forros, esquadrias e sistemas elétricos”, detalhou. O projeto incluiu ainda novo sistema de climatização, iluminação interna e externa e circuito de monitoramento por câmeras.
Um dos principais desafios, segundo o engenheiro, foi a recomposição dos pisos e forros de madeira. Para manter o padrão original, foi utilizada madeira ipê, considerada madeira de lei, aplicada tanto no piso quanto no forro, respeitando as características históricas do edifício.
Além das intervenções estruturais, o projeto contemplou o restauro de fachadas, portas, esquadrias, pisos de ladrilho hidráulico e mármore, preservando elementos arquitetônicos originais. O entorno da Praça Pedro Américo também foi revitalizado, com novo piso em concreto intertravado, áreas ajardinadas, iluminação cênica, casa de gerador e reservatório.
Arquitetonicamente, o prédio reflete diferentes fases da história urbana da capital. Originalmente com dois pavimentos, foi ampliado na década de 1930, durante o Governo João Pessoa, quando ganhou mais dois andares. O estilo neobarroco permanece evidente, com arcos no térreo, balcões com balaustradas, janelas em arco abatido, além de cornijas, frontões e pináculos que marcam o coroamento da edificação.
Arquitetonicamente, o prédio reflete diferentes fases da história urbana da capital. Originalmente com dois pavimentos, foi ampliado na década de 1930, durante o Governo João Pessoa, quando ganhou mais dois andares. O estilo neobarroco permanece evidente, com arcos no térreo, balcões com balaustradas, janelas em arco abatido, além de cornijas, frontões e pináculos que marcam o coroamento da edificação.
O Palácio dos Despachos passa a concentrar diferentes áreas do Governo Estadual. No térreo, funcionam o hall principal, auditório, cerimonial, setores administrativos e áreas de atendimento. O primeiro pavimento abriga a Casa Civil; o segundo, a Secretaria de Comunicação Institucional (Secom), com estúdios e áreas de produção; e o terceiro pavimento é destinado à Governadoria, onde ficam o gabinete do governador e setores de articulação política.
Um dos diferenciais do projeto é a abertura parcial do prédio à visitação pública. Logo na entrada, o hall principal passa a funcionar como a Galeria de Arte Chico Pereira, espaço cultural permanente com acesso livre. Segundo o secretário de Estado da Cultura, Pedro Santos, a galeria homenageia o artista visual Chico Pereira, falecido no fim de 2025, e receberá exposições temporárias de artistas paraibanos, brasileiros e estrangeiros.
Um dos diferenciais do projeto é a abertura parcial do prédio à visitação pública. Logo na entrada, o hall principal passa a funcionar como a Galeria de Arte Chico Pereira, espaço cultural permanente com acesso livre. Segundo o secretário de Estado da Cultura, Pedro Santos, a galeria homenageia o artista visual Chico Pereira, falecido no fim de 2025, e receberá exposições temporárias de artistas paraibanos, brasileiros e estrangeiros.
Além das mostras, o espaço conta com uma linha do tempo que apresenta a trajetória do edifício desde sua concepção, em 1868, até a reabertura, em 2026, conectando a história do prédio à formação institucional da Paraíba.
Inserido em um conjunto urbano que inclui o Theatro Santa Roza, o prédio do 1º Batalhão da Polícia Militar e o Paço Municipal, o Palácio dos Despachos retoma uma posição de destaque na paisagem histórica de João Pessoa, agora unindo administração pública, preservação do patrimônio e fruição cultural.
Inserido em um conjunto urbano que inclui o Theatro Santa Roza, o prédio do 1º Batalhão da Polícia Militar e o Paço Municipal, o Palácio dos Despachos retoma uma posição de destaque na paisagem histórica de João Pessoa, agora unindo administração pública, preservação do patrimônio e fruição cultural.

