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Paraíba

Pais de bebê morto com 24 facadas em Patos são indiciados após conclusão de inquérito

Publicado em 30/10/2026 às 14:40 Por Redação
Foto: Reprodução / Redes Sociais
Foto: Reprodução / Redes Sociais
A Polícia Civil da Paraíba concluiu o inquérito que investigava a morte de um bebê de apenas 23 dias, encontrado com 24 ferimentos provocados por faca dentro de uma residência em Patos, no Sertão do estado. Os pais da criança, ambos de 19 anos, foram indiciados. A conclusão da investigação foi confirmada nesta sexta-feira (30) pelo delegado Gilson Duarte, responsável pelo caso.

A mãe, Mirelly Laila Lucena Braz, foi indiciada por homicídio triplamente qualificado. Já o pai, Marcos Gabriel Santos Pacheco, foi indiciado por homicídio qualificado na modalidade de omissão imprópria, quando uma pessoa que possui o dever legal de impedir um crime deixa de agir para evitar o resultado.

O assassinato ocorreu no dia 14 de outubro, em uma casa localizada no bairro Dona Milindra. O recém-nascido foi encontrado morto após uma ocorrência que mobilizou equipes policiais e do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu).

Durante os levantamentos periciais, foram identificados 24 ferimentos provocados por arma branca. Segundo informações da perícia, 13 lesões estavam na parte posterior do corpo, enquanto outras 11 atingiram regiões como abdômen, rosto e tórax. Uma das perfurações alcançou o coração da criança.

Desde o início das investigações, os pais apresentaram versões divergentes sobre o ocorrido. Os dois foram novamente interrogados durante o inquérito, mas, conforme a Polícia Civil, os relatos não encontraram respaldo nos vestígios identificados na cena do crime.

Embora o inquérito tenha sido concluído, a investigação ainda poderá receber informações complementares. A polícia aguarda resultados de alguns exames periciais e a realização de uma reprodução simulada dos fatos, procedimento que deverá auxiliar no esclarecimento da dinâmica do assassinato.

O casal foi preso em flagrante após o crime e teve as prisões convertidas em preventivas pela Justiça. Marcos Gabriel permanece na Penitenciária de Segurança Máxima Doutor Romeu Gonçalves de Abrantes, conhecida como PB1, enquanto Mirelly Laila está custodiada na Penitenciária de Reeducação Feminina Maria Júlia Maranhão. As duas unidades ficam em João Pessoa.

Com o encerramento do inquérito, o caso segue para análise do Ministério Público da Paraíba, que deverá avaliar as medidas judiciais cabíveis. O indiciamento não representa condenação, e a responsabilidade criminal dos investigados ainda dependerá da tramitação do processo na Justiça.

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