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Paraíba

Operação Sucatas prende empresário suspeito de receptação de materiais furtados em João Pessoa

Publicado em 16/10/2026 às 05:15 Por Lucas Rodrigues
Foto: Divulgação / Polícia Civil PB
Foto: Divulgação / Polícia Civil PB
Um proprietário de sucata foi preso em flagrante nesta quinta-feira (15), durante a Operação Sucatas, deflagrada pela Polícia Civil da Paraíba para combater a receptação de materiais furtados em João Pessoa. A ação resultou no cumprimento de três mandados de busca e apreensão em estabelecimentos comerciais da capital.

A operação foi conduzida pela Delegacia de Roubos e Furtos de João Pessoa (DRF-JP), com apoio da Diretoria de Operações (DIOP) e do Grupo de Operações com Cães (GOC). Os mandados foram expedidos pela 1ª Vara Regional das Garantias.

Segundo a Polícia Civil, as investigações identificaram uma sequência de furtos registrados nos bairros da Torre, Tambauzinho, Expedicionários, Jaguaribe e Centro. Os crimes atingiram residências, estabelecimentos comerciais, repartições públicas e até instituições hospitalares.

Os alvos dos furtos eram principalmente equipamentos e instalações que continham componentes metálicos, especialmente cobre, material comercializado por peso e utilizado em sistemas elétricos.

Durante a investigação, a polícia identificou indícios de que proprietários de alguns estabelecimentos de reciclagem estariam utilizando pessoas em situação de rua, muitas delas em condição de dependência química, para executar os furtos. Os materiais seriam posteriormente adquiridos por valores abaixo dos praticados no mercado.

Em uma das sucatas fiscalizadas, localizada na região da Beira-Rio, os policiais encontraram fios de cobre de grosso calibre, condutores elétricos utilizados em instalações de alta capacidade e placas metálicas de identificação patrimonial vinculadas ao Governo da Paraíba.

O proprietário do estabelecimento foi autuado em flagrante pelo crime de receptação qualificada. Após a prisão, ele foi submetido a exame de corpo de delito e apresentado à Justiça para os procedimentos relacionados à audiência de custódia.

De acordo com o delegado Gabriel Rocha, responsável pelo inquérito e coordenador da operação, a investigação buscou atingir não apenas os responsáveis pelos furtos, mas também os estabelecimentos suspeitos de financiar a atividade criminosa por meio da compra dos materiais.

“Sem o comprador certo e próximo, a empreitada perde o seu sentido econômico. Por isso, para a DRF-JP, a repressão eficaz e qualificada exigia alcançar o elo receptador”, afirmou o delegado.

A Polícia Civil não divulgou a identidade do empresário preso nem informou se houve outras apreensões nos estabelecimentos fiscalizados. As investigações continuam para esclarecer a participação dos envolvidos e a origem dos materiais encontrados.

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