A Operação Cítrico, deflagrada pela Polícia Federal nesta terça-feira (14), ganhou novos desdobramentos com a identificação de nomes ligados ao cenário político e administrativo da Paraíba. De acordo com apuração da TV Cabo Branco, um dos averiguados na investigação é Rougger Xavier Guerra Júnior, atual secretário de Ação Governamental e Articulação Política da Prefeitura de João Pessoa.
A operação investiga um suposto esquema de fraude em licitações, desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e financiamento de organização criminosa com atuação em Cabedelo. Entre as medidas determinadas pela Justiça está o afastamento do prefeito Edvaldo Neto (Avante).
Nome citado na investigação
Segundo a apuração, Rougger Guerra ocupa atualmente uma das funções estratégicas na gestão municipal de João Pessoa, sendo considerado um dos auxiliares mais próximos da administração. Ele integra o núcleo político das gestões do ex-prefeito Cícero Lucena e do atual prefeito Leo Bezerra.
Até o momento, não há detalhamento oficial sobre o grau de envolvimento do secretário na investigação.
Histórico de atuação
Antes de assumir funções no Executivo municipal, Rougger Guerra atuou como advogado em casos relacionados a figuras políticas de Cabedelo.
Ele foi advogado do ex-prefeito de Cabedelo, Vitor Hugo, que recentemente deixou a Secretaria de Turismo de João Pessoa e que já foi citado em investigações que resultaram na cassação do ex-prefeito André Coutinho.
Guerra também atuou na defesa de Lucas Santino, delator da Operação Xeque-Mate, deflagrada em 2016 e que resultou na prisão do então prefeito de Cabedelo, Leto Viana.
Durante o período em que Lucas Santino presidiu a Câmara Municipal de Cabedelo, Rougger Guerra foi nomeado procurador da Casa Legislativa.
Ligações políticas
Ainda no contexto das relações citadas, a esposa de Lucas Santino, Priscila Santino, ocupa atualmente o cargo de secretária de Educação de Cabedelo. Ela é filha de Edésio Rezende, ex-prefeito do município.
Investigação em andamento
A Operação Cítrico cumpre 21 mandados de busca e apreensão e outras medidas cautelares. A apuração envolve suposto consórcio entre agentes públicos, empresários e integrantes de organização criminosa, com movimentação estimada em até R$ 270 milhões.
As investigações seguem em andamento e podem resultar na responsabilização dos envolvidos por crimes como fraude em licitação, desvio de recursos públicos, lavagem de dinheiro e financiamento de organização criminosa.

