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Paraíba

Operação Cadeia de Comando prende 24 suspeitos de integrar organização criminosa na Paraíba e em Minas Gerais

Publicado em 16/10/2026 às 11:54 Por Lucas Rodrigues
Foto: Reprodução / YouTube
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A Polícia Civil da Paraíba prendeu 24 pessoas durante a Operação Cadeia de Comando, deflagrada na manhã desta sexta-feira (16), para combater uma organização criminosa investigada por tráfico de drogas, homicídios, lavagem de dinheiro e práticas de tortura. A ação ocorreu em Campina Grande, Montadas, Areia e Esperança, além de Belo Horizonte, em Minas Gerais.

A operação foi coordenada pela Delegacia de Repressão ao Crime Organizado (Draco), com apoio de outras unidades especializadas da Polícia Civil e da Polícia Penal. Segundo os investigadores, todos os mandados de prisão previstos para a ação foram cumpridos.

De acordo com o delegado Emanuel Henriques, responsável pela operação, as investigações identificaram uma estrutura criminosa que continuava recebendo ordens de lideranças encarceradas. Mesmo dentro de unidades prisionais, os investigados conseguiam transmitir instruções relacionadas ao tráfico de drogas, à movimentação de recursos financeiros e à execução de crimes.

O nome da operação faz referência justamente à cadeia de comando identificada pelos policiais. Segundo o delegado, integrantes que estavam em liberdade recebiam orientações de pessoas presas, incluindo determinações para a prática de homicídios e punições contra quem descumprisse as regras impostas pelo grupo.

Entre os investigados estão mulheres que, conforme a Polícia Civil, desempenhavam diferentes funções na organização. Algumas seriam responsáveis pela movimentação de contas bancárias utilizadas para lavagem de dinheiro, enquanto outras atuariam diretamente no tráfico de drogas e na aplicação de punições.

Uma das mulheres presas é apontada pela investigação como responsável por agressões contra outras mulheres. Segundo o delegado, ela utilizava mangueiras para agredir vítimas e também determinava que tivessem os cabelos raspados como forma de punição.

Ainda conforme a Polícia Civil, a investigada é esposa de um homem que já estava no sistema penitenciário e também foi alvo de mandado de prisão durante a operação. O delegado informou que ela havia sido presa em flagrante no ano passado, durante uma ocorrência relacionada à prática de tortura.

A investigação também identificou que parte dos suspeitos já possuía antecedentes policiais. Entre os presos apresentados na unidade da Draco, em Campina Grande, havia pelo menos um homem que utilizava tornozeleira eletrônica.

Durante o cumprimento das ordens judiciais, os policiais apreenderam veículos e dinheiro em espécie. A operação também contou com uma determinação judicial de bloqueio de até R$ 15 milhões em recursos associados aos investigados.

Segundo Emanuel Henriques, a medida busca atingir a estrutura financeira da organização criminosa e impedir que os recursos continuem sendo utilizados para financiar atividades ilegais. O valor efetivamente bloqueado ainda não foi informado.

Parte dos presos foi encaminhada à carceragem da Central de Polícia Civil de Campina Grande. Outros mandados foram cumpridos contra investigados que já estavam recolhidos em unidades prisionais, com apoio da Polícia Penal.

A Polícia Civil informou que as investigações continuam para aprofundar a identificação das funções desempenhadas pelos integrantes do grupo e esclarecer a participação de cada investigado nos crimes apurados.

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