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Paraíba

Operação Aurum: Polícia Civil aponta latrocínio na morte de Glicério Feitosa e confirma prisão de influenciadora e pai em João Pessoa

Atualizada em 28/10/2026 às 11:51 Por Lucas Rodrigues
Foto: Reprodução
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A Polícia Civil da Paraíba confirmou a prisão de sete pessoas suspeitas de envolvimento na morte do empresário Glicério Oliveira Feitosa, assassinado em maio deste ano, em João Pessoa. Entre os presos na Operação Aurum, deflagrada nesta quarta-feira (28), estão os dois homens apontados como responsáveis pela abordagem em uma motocicleta, além da influenciadora digital Taísa Figueiredo e do pai dela. Segundo as investigações, o crime teria sido um latrocínio, caracterizado pelo roubo seguido de morte, praticado por uma organização criminosa especializada em joias e relógios de alto valor.

De acordo com o delegado Felipe Arcoverde, responsável pelas investigações, a Polícia Civil trabalhou inicialmente com diferentes hipóteses, incluindo homicídio. No entanto, a análise de dados e a identificação dos primeiros suspeitos levaram os investigadores a concentrar a apuração na motivação patrimonial. A partir disso, foi possível identificar outros integrantes do grupo, que atuariam no planejamento e na execução dos roubos.

Segundo o delegado, a organização selecionava possíveis vítimas por meio das redes sociais, observando publicações que mostravam joias, relógios e outros objetos de valor. Após a escolha, os suspeitos realizavam um monitoramento presencial, geralmente no dia anterior e na data prevista para o crime. A investigação também identificou pessoas responsáveis pelo levantamento de informações sobre as vítimas, fornecimento de armas e veículos e desbloqueio de aparelhos celulares.

Uma das linhas de investigação envolve a participação da influenciadora digital Taísa Figueiredo e do pai dela. Conforme o delegado, os dois foram presos temporariamente por suspeita de envolvimento na disponibilização de um veículo Chevrolet Onix utilizado para acompanhar os deslocamentos de Glicério antes do assassinato. A Polícia Civil afirma que o automóvel, pertencente à influenciadora e ao pai, teria sido utilizado por um integrante do grupo criminoso no dia anterior e no dia do crime.

Os investigadores também identificaram movimentações financeiras consideradas incompatíveis com a renda declarada dos dois. Segundo Felipe Arcoverde, foram movimentados mais de R$ 2 milhões em um período de dois anos. A Polícia Civil apura a origem dos recursos e uma possível relação com as atividades criminosas investigadas.

A advogada Ana Stephanie, responsável pela defesa da influenciadora, negou anteriormente qualquer participação da cliente no assassinato. Segundo ela, o veículo identificado pela investigação teria sido utilizado por um homem com quem Taísa manteve um relacionamento casual, encerrado há mais de quatro meses. A defesa também afirmou que a influenciadora desconhecia qualquer envolvimento do ex-companheiro em atividades criminosas e que seus rendimentos são provenientes do trabalho na internet. Sobre as movimentações financeiras mencionadas durante a operação, a advogada declarou desconhecer os valores apontados e informou que pretende demonstrar a ausência de participação da cliente no crime.

Ainda conforme a Polícia Civil, o grupo tinha como principal alvo objetos de ouro, considerados de difícil rastreamento após a comercialização ou o derretimento. Durante as investigações, foram identificados registros de pesagem de aproximadamente 135 gramas de ouro, quantidade cujo valor foi estimado em cerca de R$ 150 mil. O delegado afirmou que os roubos analisados representavam ganhos superiores a R$ 10 mil por ação criminosa.

A Operação Aurum cumpriu 18 mandados de busca e apreensão em bairros como Cruz das Armas, Paratibe e Muçumagro, na capital. Durante as diligências, foram apreendidos veículos, incluindo uma motocicleta que teria sido utilizada no assassinato, além de uma caminhonete Hilux, joias, relógios e outros materiais. A Polícia Civil informou que os sete presos estão submetidos a prisões temporárias, determinadas para o andamento das investigações.

Glicério Feitosa foi morto a tiros no dia 14 de maio de 2026, em frente a uma loja de veículos no bairro do Geisel, em João Pessoa. Imagens de câmeras de segurança registraram a chegada de dois homens em uma motocicleta, sendo que um deles desceu e efetuou os disparos contra o empresário, que havia disputado a Prefeitura de Bayeux nas eleições de 2024. Segundo o delegado, tanto o suspeito de atirar quanto o homem apontado como condutor da motocicleta estão entre os presos.

A Polícia Civil informou que a investigação está em fase de conclusão e que os materiais apreendidos serão analisados para individualizar a participação dos suspeitos. Pessoas que tenham sido vítimas de roubos de joias ou relógios e suspeitem que seus objetos estejam entre os itens recuperados podem procurar a Central de Polícia Civil, em João Pessoa, para buscar informações sobre um possível reconhecimento.

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