A Polícia Civil da Paraíba deflagrou, na manhã desta quinta-feira (26), aOperação Argos, uma das maiores ofensivas contra o crime organizado no estado. A ação mira uma organização criminosa que movimentou cerca deR$ 500 milhões desde 2023, operando um complexo esquema de transporte de drogas e lavagem de dinheiro com ramificações em São Paulo, Bahia e Mato Grosso. Ao todo, a Justiça determinou o bloqueio de mais deR$ 104 milhões em contas bancárias e o sequestro de 13 imóveis e 40 veículos de luxo.
A estrutura do grupo era dividida entre o fornecimento de entorpecentes, que vinha principalmente de São Paulo, e o fluxo financeiro, que retornava da Paraíba para o sudeste. Entre as prisões de maior impacto estão a deJamilton Alves Franco, o "Chocô", capturado em Hortolândia (SP), e a deLuciano Moraes, apontado como o principal operador no Sertão paraibano, preso em Pombal. A investigação revelou que o grupo utilizava métodos sofisticados para ocultar o dinheiro, incluindo o uso de uma empresa de construção em Pombal que recebia empenhos públicos, mas não possuía funcionários registrados, servindo apenas para financiar o tráfico.
Dois nomes femininos ganharam destaque no núcleo financeiro:Giovanna Parafatti, ex-bancária que utilizava uma holding familiar para movimentar R$ 15 milhões, eNaiara Batistelo, uma médica atuante no Mato Grosso suspeita de intermediar R$ 10,9 milhões em operações de cocaína na fronteira com a Bolívia. Na Paraíba, as prisões ocorreram em bairros das zonas Sul de João Pessoa e em Campina Grande, onde um dos investigados tentou destruir provas quebrando o próprio celular durante a abordagem. A operação segue em andamento para atingir as frentes de transporte e varejo da organização.

