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Paraíba

Nome de Deusdete Queiroga é articulado na Assembleia para vaga no TCE-PB

Atualizada em 09/02/2026 às 21:00 Por Redação
Foto: Reprodução
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A articulação para o preenchimento da vaga de conselheiro no Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TCE-PB) ganhou contornos públicos nesta terça-feira (3). O nome do atual secretário de Infraestrutura e Recursos Hídricos, Deusdete Queiroga, vem sendo defendido por deputados da base governista para ocupar a cadeira aberta após a aposentadoria compulsória de Fernando Catão, ocorrida em outubro de 2025. Embora o nome receba adesão no Legislativo, a indicação ainda deve seguir ritos constitucionais e técnicos antes da nomeação oficial.

Para que um indicado assuma o cargo no TCE-PB, o processo não depende apenas de acordos políticos, mas de um rito formal estabelecido pela Constituição Estadual. O nome precisa ser submetido à votação na Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), onde deve obter maioria absoluta dos votos. Caso aprovado, o TCE realiza um processo administrativo para verificar se o indicado preenche os requisitos legais. Além de idade entre 35 e 70 anos e nacionalidade brasileira, a lei exige:

  • Notório Saber: Comprovação de conhecimento nas áreas jurídica, contábil, econômica ou de administração pública.
  • Experiência Profissional: Pelo menos dez anos de exercício de função que exija os conhecimentos mencionados.
  • Reputação: Idoneidade moral e ausência de condenações por crimes contra a administração pública ou contas rejeitadas por irregularidade insanável.

A defesa do nome de Deusdete Queiroga por parlamentares como Wilson Filho (Republicanos) reflete a tentativa do governo de manter um perfil técnico na Corte, mas também levanta debates típicos sobre a independência dos órgãos de controle. Por ser um secretário de estrita confiança do governador João Azevêdo, sua eventual ida ao tribunal é vista por aliados como um ganho de eficiência técnica, enquanto setores da oposição e da sociedade civil costumam observar com cautela a proximidade entre o fiscalizador e o fiscalizado.

O Tribunal de Contas é o órgão que decide se os gastos do governo estadual e das prefeituras foram legais e eficientes. Quando uma vaga é preenchida, o perfil do escolhido define como será o rigor da fiscalização pelos próximos anos. A escolha de um conselheiro é vitalícia (até os 75 anos), o que torna esse processo um dos atos mais importantes da Assembleia Legislativa em termos de impacto a longo prazo na gestão do dinheiro público.



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