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Paraíba

Mulher é presa em flagrante por injúria racial no Hospital do Pet em João Pessoa

Atualizada em 18/03/2026 às 22:26 Por Redação
Foto: SECOM - JP
Foto: SECOM - JP
Um episódio de racismo chocou a capital paraibana nesta quarta-feira (18). Uma mulher foi presa em flagrante após proferir ofensas de cunho racial contra um funcionário do Hospital do Pet, unidade da rede municipal de João Pessoa. O caso foi confirmado pelo delegado Marcelo Falconi, que detalhou a gravidade das agressões verbais e das ameaças proferidas no local.

O Incidente e a Natureza do Crime

De acordo com as investigações preliminares, o conflito teve início quando o funcionário informou à suspeita que ela não tinha permissão para acessar um setor restrito da unidade hospitalar. Diante da negativa, a mulher reagiu com agressividade, chamando o trabalhador de “macaco” por pelo menos três vezes.

Além dos insultos racistas, o delegado relatou que a mulher tentou intimidar a vítima e os presentes, afirmando falsamente possuir ligações com uma facção criminosa. A Polícia Civil foi acionada e efetuou a prisão imediata da suspeita.

Aspectos Jurídicos e Penalidades

O caso está sendo tratado sob o rigor da legislação brasileira atual, que equiparou o crime de injúria racial ao de racismo. Confira os pontos fundamentais citados pela autoridade policial:
• Pena: A reclusão para este tipo de crime varia de dois a cinco anos.
• Inafiançável e Imprescritível: Por ser equiparado ao racismo, a pessoa detida não tem direito ao pagamento de fiança na delegacia para ser liberada e pode ser punida a qualquer tempo, independentemente de quantos anos se passem desde o ocorrido.
• Audiência de Custódia: A mulher permanece detida e será apresentada ao Poder Judiciário para que o juiz decida se ela responderá ao processo em liberdade ou se a prisão será convertida em preventiva.
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