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Paraíba

MPE-PB inicia monitoramento de facções criminosas visando as eleições de 2026 na Paraíba

Atualizada em 23/05/2026 às 01:20 Por Redação
Foto: Reprodução/ Instagram
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O Ministério Público Eleitoral da Paraíba (MPE-PB) iniciou ações de inteligência para monitorar possíveis interferências de facções criminosas nas eleições de 2026 no estado. A informação foi confirmada nesta sexta-feira (22) pelo procurador regional eleitoral da Paraíba, Marcos Queiroga.

Segundo o procurador, o combate à atuação de organizações criminosas no ambiente político-eleitoral está entre as prioridades do chamado “Projeto 2026”, desenvolvido pelo órgão para acompanhamento do próximo processo eleitoral.

“Nós temos algumas linhas de atuação que são prioritárias para o Projeto 2026. Uma delas é exatamente o combate às facções e a fiscalização desse tipo de situação, sobretudo com o envolvimento de candidatos ou pré-candidatos”, afirmou.

Ações de inteligência

De acordo com Marcos Queiroga, o trabalho ainda está em fase inicial e envolve levantamento de informações e ações de inteligência para identificar possíveis vínculos entre organizações criminosas e agentes políticos.

“Nós estamos atentos a isso, estamos fazendo o trabalho de inteligência, em busca de informações que possam denotar esse tipo de atividade. E, no momento oportuno, o Ministério Público Eleitoral irá tomar as providências em relação a isso”, disse.

Debate ganhou força após eleições de 2024

O tema passou a ter maior repercussão após as eleições municipais de 2024, marcadas pelo reforço da segurança pública e pelo envio de tropas federais autorizado pelo Tribunal Superior Eleitoral (TSE) para municípios paraibanos.

As tropas foram enviadas para Bayeux, Cabedelo, Fagundes, Itabaiana, Paulista, Pombal e São Bento.

Apesar da preocupação com o cenário de segurança, o procurador afirmou que ainda considera precoce discutir eventual necessidade de tropas federais para as eleições de 2026.

“É muito prematuro”, afirmou.

Mesmo assim, juízes eleitorais das zonas de Itabaiana, Piancó e Bayeux já solicitaram reforço federal em razão de confrontos armados entre facções criminosas e do aumento da polarização política.

Caso Cabedelo ampliou discussão


A discussão sobre a influência do crime organizado nas eleições ganhou maior dimensão na Paraíba após a cassação do prefeito de Cabedelo, André Coutinho, e da vice-prefeita Camila Holanda.

Na decisão, a Justiça Eleitoral entendeu que houve interferência de uma organização criminosa ligada ao tráfico de drogas no processo eleitoral do município. A chapa eleita contava com apoio do então prefeito Vitor Hugo.

O caso ampliou o debate sobre a atuação de facções criminosas em disputas eleitorais e reforçou as discussões sobre o fortalecimento da fiscalização para o próximo ciclo eleitoral.



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