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Paraíba

MP pede afastamento e bloqueio de bens de delegado e agentes investigados por desvio de drogas na PB

Publicado em 01/09/2026 às 05:15 Por Lucas Rodrigues
Foto: Reprodução / Redes Sociais
Foto: Reprodução / Redes Sociais
O Ministério Público da Paraíba (MPPB) ajuizou uma ação por improbidade administrativa contra o delegado Braz Marroni de Paiva Junior e os agentes da Polícia Civil Everton Rychelyson da Silva Aires e Eduardo Jorge Ferreira do Egito. Os três são investigados por um suposto esquema de desvio e comercialização de drogas apreendidas em operações policiais.

Na ação, divulgada nesta segunda-feira (31), o MPPB pede, em caráter liminar, o afastamento dos servidores das funções públicas e o bloqueio de bens. A medida busca garantir eventual ressarcimento aos cofres públicos e a devolução de valores relacionados a possível enriquecimento ilícito.

Os investigados eram lotados na Delegacia de Crimes contra o Patrimônio e já haviam sido denunciados criminalmente pelo Grupo de Atuação Especial Contra o Crime Organizado (Gaeco).

Esquema envolvia falsas operações, segundo MP

De acordo com a investigação, os policiais recebiam informações sobre imóveis utilizados para armazenar entorpecentes e realizavam incursões nos locais. A suspeita é de que apenas uma pequena parcela das drogas encontradas era registrada oficialmente.

O restante do material teria sido desviado e posteriormente comercializado de forma ilegal. Segundo o Ministério Público, os investigados teriam utilizado a condição de policiais para simular ações oficiais e se apropriar dos entorpecentes.

A investigação reúne dados extraídos de celulares, geolocalização de viatura, informações bancárias e fiscais, documentos, monitoramentos e depoimentos.

Na esfera criminal, os três já respondem por furto qualificado, abuso de autoridade, falsificação de documento público e fraude processual. O MP também pediu a perda dos cargos públicos, a conversão das prisões temporárias em preventivas e o pagamento de R$ 1 milhão por danos morais coletivos.

A defesa de Eduardo Jorge informou que recebeu a nova ação “com perplexidade” e afirmou que ainda não teve acesso integral às provas que fundamentam as acusações. As defesas de Braz Marroni e Everton Aires não haviam se manifestado até a divulgação das informações.
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