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Paraíba

MP de Contas pediu suspensão das obras do Complexo Viário do Altiplano, em João Pessoa

Publicado em 21/07/2026 às 06:00 Por Redação
Foto: Reprodução/ Instagram
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O Ministério Público de Contas da Paraíba (MPC-PB) solicitou a suspensão imediata das obras do Complexo Viário do Altiplano, em João Pessoa. O pedido foi encaminhado ao conselheiro-relator André Carlo Torres Pontes, do Tribunal de Contas do Estado da Paraíba (TCE-PB), que deverá analisar a solicitação.

O requerimento é assinado pelos procuradores do MPC-PB, Ano Andrade Farias, Marcílio Toscano Franca Filho e Manoel Antônio dos Santos Neto. Segundo o documento, a medida cautelar busca garantir que a execução da obra ocorra com segurança jurídica, transparência e em conformidade com as exigências legais.

De acordo com o Ministério Público de Contas, o pedido não tem o objetivo de impedir a política pública de mobilidade urbana, mas de assegurar que o empreendimento seja executado com respaldo ambiental, urbanístico, fundiário e socio-habitacional.

"A tutela cautelar requerida não se dirige contra a política pública de mobilidade, mas a favor de sua legitimidade, durabilidade e segurança. O controle externo preventivo deve impedir que o investimento público avance sobre base ambiental, urbanística, fundiária e socio-habitacional incompleta, produzindo riscos ao Rio Jaguaribe, à vizinhança, às famílias eventualmente atingidas, ao contrato, ao interesse público e ao erário", destaca o documento.

Entre os argumentos apresentados, o MPC-PB aponta insuficiência no licenciamento ambiental para uma obra da dimensão do Complexo Viário do Altiplano.

Além da paralisação das intervenções, o órgão requer que sejam suspensos novos pagamentos relacionados ao empreendimento até que a situação seja analisada.

O Ministério Público de Contas também solicita que as secretarias municipais de Infraestrutura (Seinfra), Meio Ambiente (Semam) e Planejamento (Seplan) apresentem toda a documentação referente às licenças exigidas para a execução da obra.

Outro pedido é a realização de uma audiência pública para discutir as intervenções previstas na área do Rio Jaguaribe, com participação das comunidades ribeirinhas e demais moradores que poderão ser impactados pelo projeto.

O pedido será analisado pelo Tribunal de Contas do Estado, que decidirá se concede ou não a medida cautelar.

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