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Paraíba

Motorista suspeito de matar motociclista no Cuiá tem prisão convertida em preventiva

Publicado em 13/10/2026 às 21:53 Por Redação
Foto: Reprodução/ Instagram
Foto: Reprodução/ Instagram
A Justiça converteu em prisão preventiva a prisão em flagrante de Ítalo Jansen de Melo Chaves, motorista da caminhonete investigado pela morte do motociclista Anderson França, de 35 anos, no bairro do Cuiá, em João Pessoa.

A decisão foi tomada nesta terça-feira (13), durante audiência de custódia conduzida pela juíza Thana Michelle Carneiro Rodrigues, da 1ª Vara da Comarca de Cabedelo. A magistrada entendeu que a liberdade provisória e outras medidas cautelares seriam insuficientes diante das circunstâncias apresentadas no caso.

Com a decisão, foi determinada a transferência do investigado para o Presídio do Roger, em João Pessoa.

Motorista se apresentou à polícia


Ítalo Jansen se apresentou às autoridades na segunda-feira (12), após o acidente.

Segundo a defesa, a apresentação ocorreu de maneira espontânea. O advogado procurou uma equipe da Polícia Militar e pediu que o cliente fosse conduzido até a Cidade da Polícia Civil, no bairro do Geisel.

Ao chegar à unidade policial, Ítalo recebeu voz de prisão em flagrante.

A defesa pretendia utilizar a apresentação voluntária como argumento para demonstrar que o investigado não pretendia fugir, mas a Justiça decidiu manter a prisão.

Defesa diz que motorista se distraiu com celular


A defesa também apresentou uma versão para os momentos que antecederam a colisão.

O advogado Robério Capistrano afirmou que Ítalo nega ter realizado um “cavalo de pau” no momento do acidente e sustenta que houve uma distração dentro da caminhonete.

Segundo o relato apresentado pelo defensor, um passageiro estaria utilizando um celular e mostrou algo ao motorista. Ao desviar o olhar, Ítalo teria movimentado a direção e, ao perceber a aproximação da motocicleta, tentado retornar para a faixa.

Essa é a versão apresentada pela defesa e ainda será confrontada com as imagens, perícias e depoimentos reunidos pela Polícia Civil.

Polícia investiga homicídio com dolo eventual


A Polícia Civil autuou Ítalo Jansen por homicídio com dolo eventual.

Nesse tipo de enquadramento, a investigação busca verificar se, mesmo sem intenção direta de matar, o condutor adotou uma conduta que representava risco concreto e assumiu a possibilidade de produzir um resultado fatal.

Segundo o delegado Sylvio Rabello, testemunhas relataram que o motorista teria ingerido bebida alcoólica antes do acidente. A polícia também identificou marcas de frenagem no local e reuniu imagens de câmeras de segurança.

A defesa contesta a suspeita de consumo de álcool e afirma que o motorista não apresentava sinais de ingestão de bebida.

Até a conclusão do inquérito e eventual julgamento, Ítalo é considerado investigado e não há condenação pelo caso.

Câmeras registraram caminhonete antes da colisão


O acidente aconteceu por volta das 4h da madrugada de segunda-feira (12), na Rua Adalgisa Carneiro Cavalcante, no Cuiá.

Câmeras de segurança registraram a caminhonete circulando pela região antes da colisão. Em um dos registros, o veículo aparece realizando uma manobra considerada perigosa.

Já nas imagens do momento do acidente, a caminhonete ocupa parte da faixa contrária enquanto faz uma conversão, e a motocicleta conduzida por Anderson colide com o veículo.

Após a batida, o motorista deixou o local.

Anderson estava a caminho do trabalho


Anderson França seguia de motocicleta para trabalhar na Central de Abastecimento da Paraíba (Ceasa) quando ocorreu o acidente.

Ele não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local.

A família descreveu Anderson como uma pessoa dedicada ao trabalho e aos familiares e passou a cobrar responsabilização pelo ocorrido.

A noiva da vítima, Clisllaine Evelinn, informou que o casal tinha casamento marcado para 7 de novembro, menos de um mês depois do acidente.

Família cobra Justiça


A mãe de Anderson, Nelmar Dantas, já havia feito um apelo público antes da apresentação do motorista.

Familiares afirmam esperar que a investigação esclareça todas as circunstâncias da colisão e que eventuais responsabilidades sejam definidas pela Justiça.

Com a prisão preventiva decretada, Ítalo permanece detido enquanto a Polícia Civil continua reunindo provas para a conclusão do inquérito.

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