A decisão foi tomada nesta terça-feira (13), durante audiência de custódia conduzida pela juíza Thana Michelle Carneiro Rodrigues, da 1ª Vara da Comarca de Cabedelo. A magistrada entendeu que a liberdade provisória e outras medidas cautelares seriam insuficientes diante das circunstâncias apresentadas no caso.
Com a decisão, foi determinada a transferência do investigado para o Presídio do Roger, em João Pessoa.
Motorista se apresentou à polícia
Segundo a defesa, a apresentação ocorreu de maneira espontânea. O advogado procurou uma equipe da Polícia Militar e pediu que o cliente fosse conduzido até a Cidade da Polícia Civil, no bairro do Geisel.
Ao chegar à unidade policial, Ítalo recebeu voz de prisão em flagrante.
A defesa pretendia utilizar a apresentação voluntária como argumento para demonstrar que o investigado não pretendia fugir, mas a Justiça decidiu manter a prisão.
Defesa diz que motorista se distraiu com celular
O advogado Robério Capistrano afirmou que Ítalo nega ter realizado um “cavalo de pau” no momento do acidente e sustenta que houve uma distração dentro da caminhonete.
Segundo o relato apresentado pelo defensor, um passageiro estaria utilizando um celular e mostrou algo ao motorista. Ao desviar o olhar, Ítalo teria movimentado a direção e, ao perceber a aproximação da motocicleta, tentado retornar para a faixa.
Essa é a versão apresentada pela defesa e ainda será confrontada com as imagens, perícias e depoimentos reunidos pela Polícia Civil.
Polícia investiga homicídio com dolo eventual
Nesse tipo de enquadramento, a investigação busca verificar se, mesmo sem intenção direta de matar, o condutor adotou uma conduta que representava risco concreto e assumiu a possibilidade de produzir um resultado fatal.
Segundo o delegado Sylvio Rabello, testemunhas relataram que o motorista teria ingerido bebida alcoólica antes do acidente. A polícia também identificou marcas de frenagem no local e reuniu imagens de câmeras de segurança.
A defesa contesta a suspeita de consumo de álcool e afirma que o motorista não apresentava sinais de ingestão de bebida.
Até a conclusão do inquérito e eventual julgamento, Ítalo é considerado investigado e não há condenação pelo caso.
Câmeras registraram caminhonete antes da colisão
Câmeras de segurança registraram a caminhonete circulando pela região antes da colisão. Em um dos registros, o veículo aparece realizando uma manobra considerada perigosa.
Já nas imagens do momento do acidente, a caminhonete ocupa parte da faixa contrária enquanto faz uma conversão, e a motocicleta conduzida por Anderson colide com o veículo.
Após a batida, o motorista deixou o local.
Anderson estava a caminho do trabalho
Ele não resistiu aos ferimentos e morreu ainda no local.
A família descreveu Anderson como uma pessoa dedicada ao trabalho e aos familiares e passou a cobrar responsabilização pelo ocorrido.
A noiva da vítima, Clisllaine Evelinn, informou que o casal tinha casamento marcado para 7 de novembro, menos de um mês depois do acidente.
Família cobra Justiça
Familiares afirmam esperar que a investigação esclareça todas as circunstâncias da colisão e que eventuais responsabilidades sejam definidas pela Justiça.
Com a prisão preventiva decretada, Ítalo permanece detido enquanto a Polícia Civil continua reunindo provas para a conclusão do inquérito.

