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Paraíba

Ministério Público pede bloqueio de R$ 10 milhões da Cagepa após rompimento de reservatório em Campina Grande

Publicado em 22/10/2026 às 17:34 Por Lucas Rodrigues
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução
O Ministério Público da Paraíba (MPPB) ajuizou uma ação civil pública contra a Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa) e pediu o bloqueio cautelar de R$ 10 milhões em contas e ativos financeiros da empresa. A medida, divulgada nesta quinta-feira (22), está relacionada ao rompimento de um reservatório no bairro da Prata, em Campina Grande, que deixou uma idosa morta, pessoas feridas e imóveis destruídos em novembro de 2025.

A ação foi apresentada pelo 19º promotor de Justiça de Campina Grande, Hamilton de Souza Neves Filho, que atua na defesa do meio ambiente e do patrimônio social. O processo tramita na 1ª Vara da Fazenda Pública do município.

Segundo o Ministério Público, o bloqueio dos recursos tem como finalidade assegurar a disponibilidade de valores para a execução imediata de despesas e obras de contenção relacionadas aos danos provocados pelo rompimento.

O pedido tem como base laudos técnicos elaborados pelo Instituto de Polícia Científica da Paraíba (IPC-PB) e pela Universidade Federal de Campina Grande (UFCG). Conforme o órgão, os documentos apontaram que o colapso da estrutura teria resultado de uma combinação de falhas no projeto, problemas na execução da obra e ausência prolongada de manutenção.

O reservatório, construído em concreto na década de 1960, tinha capacidade para armazenar aproximadamente dois milhões de litros de água. A estrutura rompeu na manhã de 8 de novembro de 2025, provocando uma enxurrada que atingiu residências, estabelecimentos comerciais e veículos na região.

De acordo com o levantamento apresentado pelo Ministério Público, o acidente causou o desabamento de três residências, destruiu três estabelecimentos comerciais e provocou danos estruturais em mais de 20 imóveis. Diversos veículos também foram arrastados pela força da água.

Além dos prejuízos materiais, uma idosa morreu e outras pessoas ficaram feridas. Equipes do Corpo de Bombeiros, da Defesa Civil e da Polícia Civil foram mobilizadas para atender à ocorrência e realizar os procedimentos necessários.

O rompimento também comprometeu temporariamente o abastecimento de água em 40 bairros de Campina Grande e nos municípios de Lagoa Seca, Lagoa de Roça, Areial e Montadas. O fornecimento começou a ser restabelecido gradualmente no dia seguinte.

A enxurrada ainda danificou estruturas da rede elétrica, exigindo a atuação de equipes técnicas para garantir a segurança da área e recuperar os equipamentos atingidos.

Na época do acidente, a Cagepa informou que o reservatório não integrava a relação de estruturas consideradas críticas pela companhia. A empresa também lamentou a morte da vítima e anunciou o envio de equipes técnicas e de assistência ao local.

O pedido de bloqueio de R$ 10 milhões ainda depende de análise judicial. A medida não representa, por si só, uma condenação definitiva da companhia. Até a divulgação das informações sobre a ação, não havia posicionamento atualizado da Cagepa a respeito do novo pedido do Ministério Público.

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