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Paraíba

Médico é preso suspeito de cometer crimes sexuais contra pacientes durante consultas em posto de saúde na Paraíba

Atualizada em 04/11/2026 às 19:21 Por Redação
Foto: Reprodução
Foto: Reprodução
O médico Carlos Aurélio Silva Torquato Neto, de 32 anos, foi preso em flagrante na tarde desta quarta-feira (4), suspeito de praticar crimes sexuais contra pacientes durante atendimentos em uma Unidade Básica de Saúde (UBS), localizada na zona rural de Caaporã, no Litoral Sul da Paraíba. Segundo a Polícia Civil, duas mulheres, de 20 e 44 anos, denunciaram condutas de natureza sexual atribuídas ao profissional.

A investigação começou após uma jovem de 20 anos procurar a delegacia e relatar que havia sido vítima de abuso durante uma consulta realizada na manhã desta quarta-feira. A paciente buscou atendimento médico por apresentar dores e sintomas ginecológicos.

De acordo com o depoimento, o profissional teria utilizado a justificativa de realizar exames clínicos para praticar toques íntimos sem finalidade médica. A jovem também relatou que o médico fez perguntas de conteúdo sexual durante o atendimento, quando os dois estavam sozinhos no consultório.

Após deixar a unidade de saúde, a paciente contou o ocorrido aos familiares, que a acompanharam até a delegacia para registrar a denúncia. A Polícia Civil iniciou diligências no estabelecimento e identificou outros relatos envolvendo o comportamento do investigado.

Durante a apuração, uma segunda mulher, de 44 anos, também procurou a polícia e denunciou ter passado por uma situação semelhante em uma consulta anterior. Funcionários da unidade de saúde foram ouvidos e relataram comportamentos inadequados e episódios de constrangimento atribuídos ao médico.

Carlos Aurélio foi conduzido à delegacia, onde prestou depoimento acompanhado de advogado. Durante o interrogatório, confirmou ter realizado os procedimentos físicos nas pacientes, mas negou a finalidade sexual dos contatos, alegando que os exames tinham caráter exclusivamente diagnóstico e assistencial.

Diante dos elementos reunidos, a autoridade policial confirmou a prisão em flagrante pelo crime de violação sexual mediante fraude, previsto no artigo 215 do Código Penal. A investigação também solicitou exames periciais ao Instituto de Polícia Científica (IPC) e imagens das câmeras de segurança da unidade para auxiliar na apuração.

O médico permanece sob custódia, à disposição da Justiça, aguardando audiência de custódia. A Polícia Civil investiga se outras pacientes podem ter sido vítimas de condutas semelhantes durante atendimentos realizados pelo profissional.

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