Segundo especialistas e órgãos de monitoramento, episódios de ressaca acontecem ocasionalmente na capital paraibana. Quando ocorrem, costumam atingir entre Cabo Branco, Tambaú e Bessa, dentro do perímetro urbano e já chegou a registrar de 2,5 e 2,7 metros, impulsionadas por ventos fortes e maré elevada.
Em eventos desse tipo, há risco de a água invadir áreas como ciclovias e calçadões, além de aumento da força das correntes marítimas e do transporte de areia e detritos. A Capitania dos Portos orienta que, durante períodos de ressaca, a população evite banhos de mar, passeios de barco e a navegação em embarcações de pequeno porte. O acompanhamento do Boletim ao Mar, divulgado pela Marinha do Brasil, é uma das principais recomendações para monitorar as condições do litoral.
Alguns pontos da orla são considerados mais sensíveis aos impactos das ondas, como Cabo Branco, Manaíra e o Largo da Gameleira, onde já houve registros de água chegando ao asfalto e danos à infraestrutura urbana em episódios anteriores.
Avanço do mar preocupa pesquisadores
A pesquisa, publicada neste mês de janeiro no periódico internacional Science of The Total Environment, indica que praias conhecidas como Jacumã, Coqueirinho, Tambaba, Carapibus, Amor e Arapuca estão entre as áreas mais afetadas. As projeções para as próximas duas décadas apontam para a continuidade — e possível aceleração — do processo erosivo.
Os cientistas também analisaram cenários de elevação do nível do mar em 1, 2, 5 e até 10 metros, como consequência do aquecimento global e do derretimento das calotas polares. Nos cenários mais extremos, o estudo estima que cerca de 12% da área do município do Conde poderia ser inundada no longo prazo, com impactos severos sobre áreas urbanas, agrícolas e ecossistemas naturais. Essa hipótese é classificada pelos pesquisadores como catastrófica, podendo provocar deslocamento de populações e perdas ambientais irreversíveis.
De acordo com o professor Celso Santos, do Departamento de Engenharia Civil e Ambiental da UFPB, a intensificação da erosão está ligada não apenas a fatores naturais, mas também à ocupação desordenada da costa, impulsionada pela urbanização, industrialização e turismo. “Essa tendência representa um desafio significativo em áreas de alto valor turístico e reforça a necessidade de estratégias de gestão costeira mais eficazes”, avalia o pesquisador.
Estudos semelhantes realizados por equipes da Universidade Federal da Bahia (UFBA) indicam que 42% da costa paraibana apresenta tendência de retração. As pesquisas, baseadas em análises de imagens de satélite, dados de campo e características geológicas, mostram que o problema é compartilhado por outros estados do Nordeste, como Bahia e Sergipe.
Para os especialistas, episódios como a ressaca registrada no Bessa servem como um sinal de alerta para a necessidade de políticas públicas voltadas à proteção da orla, ao ordenamento urbano e à adaptação às mudanças climáticas. Enquanto isso, a recomendação é clara: em períodos de mar agitado, evitar a aproximação da área de quebra das ondas e redobrar os cuidados para prevenir acidentes.
Os cientistas também analisaram cenários de elevação do nível do mar em 1, 2, 5 e até 10 metros, como consequência do aquecimento global e do derretimento das calotas polares. Nos cenários mais extremos, o estudo estima que cerca de 12% da área do município do Conde poderia ser inundada no longo prazo, com impactos severos sobre áreas urbanas, agrícolas e ecossistemas naturais. Essa hipótese é classificada pelos pesquisadores como catastrófica, podendo provocar deslocamento de populações e perdas ambientais irreversíveis.
Impacto humano e necessidade de planejamento
Estudos semelhantes realizados por equipes da Universidade Federal da Bahia (UFBA) indicam que 42% da costa paraibana apresenta tendência de retração. As pesquisas, baseadas em análises de imagens de satélite, dados de campo e características geológicas, mostram que o problema é compartilhado por outros estados do Nordeste, como Bahia e Sergipe.
Para os especialistas, episódios como a ressaca registrada no Bessa servem como um sinal de alerta para a necessidade de políticas públicas voltadas à proteção da orla, ao ordenamento urbano e à adaptação às mudanças climáticas. Enquanto isso, a recomendação é clara: em períodos de mar agitado, evitar a aproximação da área de quebra das ondas e redobrar os cuidados para prevenir acidentes.

