O levantamento, que ouviu 611 médicos ao longo de 2025, detalha que a agressividade no ambiente hospitalar não se restringe a insultos. Os números indicam diferentes níveis de abusos sofridos pela categoria:
• Violência Verbal: 80% dos entrevistados;
• Violência Moral: Mais de 60%;
• Violência Física: Cerca de 10%;
• Violência Sexual: 5,2%.
A situação é ainda mais alarmante na pediatria. Segundo o Simed-PB, 90% dos médicos pediatras que trabalham nas Unidades de Pronto Atendimento (UPAs) de João Pessoa relatam sentimento de insegurança constante. O presidente do CRM-PB, Bruno Leandro de Souza, destacou que as mulheres são as principais vítimas, com maior incidência de casos em ambientes de urgência e unidades básicas de saúde.
Em resposta ao crescente número de ocorrências — que no Brasil chega a uma média de 12 agressões diárias registradas em boletins de ocorrência — um evento em João Pessoa debate, nesta terça-feira, a implementação de soluções práticas.Entre as propostas centrais está a Resolução CFM nº 2.444/2025, que estabelece protocolos de segurança obrigatórios, como a instalação de botões do pânico, reforço na segurança presencial e o direito ao suporte psicológico e jurídico para as vítimas.
"Não é só dos médicos que estamos falando. É do maqueiro, recepcionista, nutricionista, enfermeiro, técnico de enfermagem... Toda a cadeia que faz as pessoas se recuperarem", afirmou Bruno Leandro de Souza, ressaltando que a violência afeta todo o sistema de saúde.
Em resposta ao crescente número de ocorrências — que no Brasil chega a uma média de 12 agressões diárias registradas em boletins de ocorrência — um evento em João Pessoa debate, nesta terça-feira, a implementação de soluções práticas.Entre as propostas centrais está a Resolução CFM nº 2.444/2025, que estabelece protocolos de segurança obrigatórios, como a instalação de botões do pânico, reforço na segurança presencial e o direito ao suporte psicológico e jurídico para as vítimas.
"Não é só dos médicos que estamos falando. É do maqueiro, recepcionista, nutricionista, enfermeiro, técnico de enfermagem... Toda a cadeia que faz as pessoas se recuperarem", afirmou Bruno Leandro de Souza, ressaltando que a violência afeta todo o sistema de saúde.
Entre 2013 e 2024, as delegacias de Polícia Civil em todo o país registraram mais de 38 mil boletins de ocorrência envolvendo ameaças, injúrias e lesões corporais contra médicos. O CRM-PB reforça que a falta de estrutura logística e a sobrecarga de trabalho são fatores que potencializam a tensão entre pacientes e profissionais.

