Em nota encaminhada à imprensa, Luciene destacou que a parceria política, construída ao longo de seis anos, tornou-se insustentável diante de divergências relacionadas tanto à condução administrativa quanto aos rumos políticos adotados pelo grupo. Apesar do rompimento, a ex-prefeita agradeceu o período de convivência e atuação conjunta na vida pública.
Desde a eleição municipal de 2024, quando apoiou a candidatura de Tacyana Leitão, Luciene vinha mantendo discrição e afastamento do debate político de Bayeux. No entanto, nos últimos dias, sinais do distanciamento tornaram-se mais evidentes. Em vídeo divulgado nas redes sociais, a ex-prefeita afirmou estar “de volta” às agendas políticas, aparecendo em visitas ao mercado público da cidade.
O rompimento ficou ainda mais explícito durante a recente disputa pela eleição da vice-presidência da Câmara Municipal de Bayeux. O embate entre os grupos gerou tumulto e acabou sendo judicializado, com uma liminar suspendendo a votação.
À época, integrantes do grupo ligado a Luciene Gomes participaram da coletiva que oficializou a decisão, realizada em um hotel na orla da capital. Entretanto, interlocutores políticos avaliam que a ex-prefeita teria recuado desse alinhamento e tende a permanecer próxima do governador João Azevêdo. O filho de Luciene, Vitor Gomes, atualmente comanda o PSB em Bayeux.
O rompimento ganha ainda mais relevância pelo peso político de Bayeux no cenário eleitoral da Paraíba. Segundo levantaento de 2024, o município possui o quarto maior colégio eleitoral do estado, com 75.834 eleitores, ficando atrás apenas de João Pessoa, Campina Grande e Santa Rita. O dado transforma qualquer movimento político local em fator estratégico para projetos estaduais, especialmente na disputa pelo Governo e pelo Senado.

