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Paraíba

Lucas Ribeiro descarta privatização da Cagepa e defende PPP para ampliar saneamento na Paraíba

Publicado em 18/12/2025 às 06:00 Por Redação
Foto: Reprodução/ Instagram
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O vice-governador da Paraíba, Lucas Ribeiro (PP), pré-candidato ao Governo do Estado, afirmou que não há planos de privatização da Companhia de Água e Esgotos da Paraíba (Cagepa). A declaração foi dada durante entrevista ao programa Rede Verdade, da Rádio Arapuan FM, nesta quarta-feira (17).

Ao responder à pergunta de um ouvinte, Lucas esclareceu que as discussões recentes sobre o tema estão relacionadas a uma Parceria Público-Privada (PPP) voltada especificamente para a área de esgotamento sanitário, e não à venda ou privatização da empresa estadual.

Segundo o vice-governador, a PPP está sendo modelada com apoio do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) e tem como objetivo viabilizar investimentos necessários para cumprir a lei que determina a universalização do saneamento básico. De acordo com ele, o prazo legal para essa universalização é por volta de 2035, o que exige bilhões de reais em investimentos.

Não se trata de privatização. O que existe é uma modelagem de PPP para o esgotamento sanitário, porque o Estado não tem condições de realizar sozinho esse volume de investimento”, afirmou Lucas Ribeiro durante a entrevista.

O vice-governador reforçou que o acesso à água é um direito universal e deve ser tratado como uma política de Estado, acima de disputas políticas ou eleitorais. Ele destacou que a Cagepa continua sendo estratégica para garantir o abastecimento hídrico à população paraibana.

Lucas Ribeiro também citou ações recentes do governo estadual na área de recursos hídricos, como a chegada das águas da transposição do Rio São Francisco ao município de Teixeira, no Sertão paraibano. Segundo ele, a iniciativa beneficia uma cidade que historicamente enfrentava problemas de abastecimento regular, em razão da seca e da escassez hídrica.

Para o vice-governador, a ampliação do saneamento e do acesso à água deve ser tratada de forma estruturante. “É uma questão essencial, que precisa ser pensada com responsabilidade, planejamento e compromisso com a população”, concluiu.

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