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Paraíba

Justiça suspende sessão extraordinária que elegeria novo vice-presidente da Câmara de Bayeux

Publicado em 30/01/2026 às 17:27 Por Redação
Foto: Câmara Bayeux
Foto: Câmara Bayeux
A Bayeux viveu mais um capítulo de instabilidade política nesta semana após a Justiça determinar a suspensão de uma sessão extraordinária da Câmara Municipal, convocada para esta sexta-feira (30). A sessão tinha como objetivo a eleição do novo vice-presidente do Legislativo, cargo que ficou vago após a presidente da Casa, Jays de Nita, assumir o comando em substituição ao então presidente Adriano Martins, falecido em 24 de dezembro.

Imagens que foram compartilhadas nas redes sociais mostram o momento em que a presidente da Câmara tenta deixar rapidamente o prédio ao perceber a chegada do oficial de Justiça. A oposição a acusou de tentativa de evitar a notificação judicial. Com o fechamento do portão da Câmara, o oficial conseguiu cumprir a decisão, formalizando a suspensão da sessão extraordinária.

Com isso, a eleição do novo vice-presidente não ocorreu.


A crise teve início após vereadores de oposição questionarem a convocação da sessão extraordinária. Segundo o grupo adversário à prefeita Tacyana Leitão, o edital teria sido datado de 27 de janeiro, mas divulgado apenas no dia seguinte, estabelecendo prazo para inscrição de candidaturas até as 14h da quarta-feira (28).


Os parlamentares alegaram ainda que foram impedidos de acessar a sede da Câmara durante a manhã para protocolar documentos, incluindo um requerimento que poderia alterar a composição da Casa e impactar o quórum da sessão. O acesso ao prédio só teria sido liberado no início da tarde, após a chegada de uma equipe de imprensa.

Diante da situação, vereadores como Eloah Felinto, Adriano do Táxi, França, Nildo de Inácio, Nildo Casa Branca e Rosiene registraram boletim de ocorrência na Polícia Civil e ingressaram com ação judicial, que resultou na decisão de suspensão da sessão.

Durante toda a movimentação, houve atuação da Guarda Municipal e da Polícia Militar, acionadas para conter a confusão. Vereadores relataram constrangimentos, cerceamento do exercício do mandato e descumprimento de normas regimentais, afirmando que o processo teria como finalidade garantir a eleição de um nome alinhado ao Executivo municipal.

Em manifestação nas redes sociais, a presidente Jays de Nita afirmou que o episódio representou “desrespeito” e acusou o vereador Marcelo Bandeira Neto de tentar impedir a saída, segurando o portão da Câmara. Segundo ela, durante a atuação dos seguranças para liberar o acesso, o portão teria saído do trilho e sido danificado, além de ter havido tentativa de agressão a servidores.

“A Presidência da Câmara não compactua com violência, intimidação ou qualquer ato que fira a democracia e o funcionamento do Legislativo. Todas as medidas cabíveis estão sendo adotadas para que os fatos sejam devidamente apurados”, afirmou.

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