O mandado de prisão foi expedido pelo plantão judiciário do Tribunal de Justiça da Paraíba (TJPB) e assinado pelo juiz Bruno César Azevedo Isidro. De acordo com a decisão, a prisão preventiva foi adotada com o objetivo de garantir a ordem pública e preservar a integridade da vítima.
Segundo informações constantes no processo, as agressões teriam ocorrido no dia 18 de janeiro. Ainda conforme os autos, dias depois, o cantor teria voltado a ameaçar a vítima, o que contribuiu para o pedido de prisão e para a adoção de medidas mais rigorosas por parte da Justiça.
Além da prisão, foi expedida medida protetiva que proíbe João Lima de se aproximar da esposa, de manter qualquer tipo de contato com ela ou com seus familiares, bem como de frequentar a residência onde o casal morava. A determinação judicial estabelece uma distância mínima de 300 metros entre o cantor e a vítima e restringe a presença dele em locais públicos específicos, como forma de evitar novos encontros.
A Polícia Civil segue investigando o caso, que teve início após a vítima registrar um Boletim de Ocorrência na Delegacia Especializada de Atendimento à Mulher (Deam), em João Pessoa. A advogada da vítima informou que as agressões teriam começado ainda no início do casamento, em novembro de 2025, e que registros feitos por câmeras internas ajudaram a embasar a denúncia.
Após a repercussão do caso, a esposa do cantor, a médica Raphaella Brilhante, se pronunciou publicamente nas redes sociais, relatando o impacto emocional da violência sofrida e destacando a importância de que mulheres sejam ouvidas e protegidas pelas instituições.
Até a última atualização desta reportagem, a defesa de João Lima não havia se manifestado oficialmente.
Como denunciar violência contra a mulher
- 180 – Central de Atendimento à Mulher
- 197 – Disque Denúncia da Polícia Civil
- 190 – Polícia Militar (em situações de emergência)

