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Paraíba

Justiça da PB determina remoção de conteúdo que associa vereador Guga Pet a venda de cães

Publicado em 29/03/2026 às 14:23 Por Redação
Foto: Reprodução/ Instagram
Foto: Reprodução/ Instagram
Uma decisão judicial divulgada neste domingo (29) determinou a remoção de conteúdos que associam o vereador de João Pessoa, Guga Pet (PP), à suposta venda de cães resgatados durante a operação que investigou irregularidades no Hospital Padre Zé

A decisão atende a um pedido da defesa do parlamentar e defere tutela de urgência, estabelecendo que o comunicador Fabiano Gomes remova, no prazo de 72 horas, o vídeo publicado nas redes sociais que trata do caso. Em caso de descumprimento, foi fixada multa diária de R$ 1 mil, limitada inicialmente a R$ 20 mil.

Além disso, a Justiça determinou que o comunicador se abstenha de realizar novas publicações — em rádio, redes sociais ou sites — que imputem ao vereador a prática de venda ou desvio de animais, com base nos mesmos fatos, sob pena de multa de R$ 5 mil por ocorrência.

A denúncia ganhou repercussão no início do mês, após declarações feitas por Fabiano Gomes durante o programa Ô Paraíba Boa, veiculado na Rádio 100.5 FM. Na ocasião, o comunicador afirmou que haveria uma investigação em andamento, baseada em denúncias anônimas, sobre o destino de cães da raça Lulu da Pomerânia resgatados durante a operação policial.

Segundo ele, cerca de 15 animais teriam sido encontrados e entregues ao então vereador para cuidados e posterior encaminhamento para adoção. O comunicador também mencionou a possibilidade de que alguns desses cães — avaliados em até R$ 20 mil — teriam sido vendidos, o que motivou a controvérsia.

Em nota, Guga Pet negou as acusações e afirmou que atuou apenas como tutor provisório dos animais, destacando que acompanhou todo o processo de cuidados veterinários e adoção.

Todo o procedimento de adoção responsável foi conduzido em conformidade com as orientações do GAECO e do Ministério Público da Paraíba”, afirmou o vereador.

O caso está relacionado à chamada Operação Indignus, que investigou irregularidades envolvendo o hospital e teve entre os investigados o padre Egídio de Carvalho Neto.

O caso segue sob análise e, até a publicação desta reportagem, o conteúdo não havia sido removido. O comunicador ainda não se pronunciou sobre o caso. O espaço segue aberto. 
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