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Paraíba

Júnior Pires é afastado do Procon-JP em operação da PF que investiga apoio eleitoral de facção

Atualizada em 29/09/2026 às 08:02 Por Redação
Foto: Reprodução/ YouTube
Foto: Reprodução/ YouTube
A informação atualizada corrige dois pontos importantes da versão inicial: o afastamento de Júnior Pires é de 90 dias, e não 190; além disso, o nome dele já foi confirmado posteriormente por veículos locais. Abaixo está a matéria consolidada, com a cautela necessária por se tratar de investigação em andamento.


O secretário do Procon de João Pessoa, Júnior Pires, foi afastado cautelarmente do cargo por 90 dias nesta terça-feira (29) durante a Operação Zona de Influência, deflagrada pela Polícia Federal para investigar suspeitas de negociação de apoio político-eleitoral entre agentes políticos e integrantes de uma organização criminosa com atuação em comunidades da Paraíba.

A medida foi determinada pela Justiça Eleitoral. Ao todo, são cumpridos sete mandados de busca e apreensão, expedidos pelo Tribunal Regional Eleitoral da Paraíba (TRE-PB).

Durante as diligências, a Polícia Federal também apreendeu R$ 220 mil em espécie.

O afastamento de Júnior Pires tem caráter cautelar e não representa condenação. A investigação ainda busca esclarecer as condutas atribuídas individualmente aos envolvidos.

A Polícia Federal não identificou o secretário nominalmente no comunicado divulgado nas primeiras horas da operação. O nome de Júnior Pires foi confirmado posteriormente por veículos locais a partir de fontes ligadas à investigação.

O deputado estadual Caio Roberto (MDB) também é apontado por veículos locais como um dos alvos das medidas cumpridas nesta terça-feira.

PF apura negociação para entrada de candidatos em comunidades


Segundo a Polícia Federal, integrantes da organização criminosa investigada teriam utilizado o controle territorial exercido sobre determinadas comunidades para negociar apoio político-eleitoral e permitir a entrada de candidatos nesses locais durante atos de campanha.

A investigação tenta esclarecer se o acesso de políticos às áreas controladas pelo grupo teria sido condicionado ao oferecimento de vantagens.

Entre as suspeitas investigadas estão pagamentos a uma liderança da organização criminosa, custeio de despesas de um centro comunitário e tratativas relacionadas à oferta de cargos e empregos na Administração Pública, além de outros benefícios.

As informações constituem a linha de investigação apresentada pela Polícia Federal. A existência e a responsabilidade por eventuais crimes ainda dependem da conclusão das apurações e da análise da Justiça.

R$ 220 mil são apreendidos durante operação


A Polícia Federal informou a apreensão de R$ 220 mil em espécie durante o cumprimento das medidas.

Até a última atualização, não havia detalhamento oficial sobre em qual dos endereços o dinheiro foi encontrado, a quem pertencia a quantia ou se os investigadores já estabeleceram vínculo entre os valores e os supostos crimes eleitorais apurados.

O dinheiro e os demais materiais recolhidos durante as buscas deverão passar por análise no decorrer do inquérito.

Quais crimes estão sendo investigados?


De acordo com a Polícia Federal, a Operação Zona de Influência apura, em tese, crimes relacionados a:

  • crimes eleitorais;

  • organização criminosa;

  • lavagem de dinheiro;

  • domínio social estruturado;

  • favorecimento ao domínio social estruturado.

Os mandados têm como objetivo reunir elementos de prova sobre a eventual atuação do grupo e esclarecer a participação de cada investigado.

Operação ocorre a cinco dias do primeiro turno


A ação da Polícia Federal ocorre a cinco dias do primeiro turno das Eleições 2026, marcado para domingo, 4 de outubro.

A investigação tem como um dos pontos centrais a suspeita de utilização do controle territorial exercido por uma organização criminosa para influenciar atividades político-eleitorais em determinadas comunidades.

Até o momento, a Polícia Federal não informou oficialmente quais candidatos eventualmente teriam recebido apoio, quais comunidades são investigadas nem se os R$ 220 mil apreendidos possuem relação comprovada com alguma candidatura ou campanha eleitoral.

Também não há, até esta atualização, conclusão sobre a responsabilidade criminal dos investigados.

Afastamento de Júnior Pires é de 90 dias


Informações divulgadas nas primeiras horas da operação chegaram a apontar que o secretário permaneceria afastado por 190 dias.

A informação posteriormente divulgada sobre a decisão judicial estabelece, porém, 90 dias de afastamento cautelar.

Durante esse período, Júnior Pires fica impedido de exercer o cargo de secretário municipal enquanto a investigação prossegue, conforme os limites definidos pela Justiça Eleitoral.

Em nota, a Prefeitura de João Pessoa informou que ainda não foi oficialmente notificada acerca da decisão judicial que determinou o afastamento. O comunicado diz ainda que o município coloca-se à inteira disposição das autoridades para colaborar com as investigações e reitera seu compromisso intransigente com a democracia e o respeito às instituições. O texto finaliza dizendo que a Prefeitura reafirma, ainda, sua confiança na Justiça e no devido processo legal.
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