“Não estou apaixonado, estou louco por Lula”, disse Lemos, ao comentar sua atual posição política e o distanciamento definitivo do bolsonarismo. Segundo ele, hoje se sente “liberto” do antigo grupo político e avalia convites de três partidos: PT, PSB e Podemos.
O ex-parlamentar afirmou que foi procurado pela ministra-chefe da Secretaria de Relações Institucionais, Gleisi Hoffmann, além de ter recebido convite do governador João Azevêdo para ingressar no PSB e também de dirigentes do Podemos. “Eu me identifico com o centro-esquerda, mas depende ainda da estrutura. Se eu for candidato, eu saio pra competir”, declarou.
Nos últimos dias, Julian Lemos intensificou agendas políticas. Ele esteve em Brasília com Gleisi Hoffmann e, nesta semana, se reuniu com o governador João Azevêdo, na Granja Santana. Após o encontro, afirmou que a conversa tratou de ações estruturantes realizadas durante seu mandato e reafirmou apoio à candidatura de João Azevêdo ao Senado.
“Sigo atuando com o mesmo compromisso e reafirmando meu apoio ao governador João Azevêdo ao Senado, cuja trajetória é marcada por equilíbrio e resultados concretos para a Paraíba”, disse.
“Sigo atuando com o mesmo compromisso e reafirmando meu apoio ao governador João Azevêdo ao Senado, cuja trajetória é marcada por equilíbrio e resultados concretos para a Paraíba”, disse.
A guinada política de Lemos começou ainda em 2019, quando rompeu com Jair Bolsonaro após se alinhar ao então ministro Gustavo Bebianno em disputas internas com o clã presidencial. Em entrevistas posteriores, ele atribuiu o afastamento às interferências dos filhos de Bolsonaro no governo e nos bastidores políticos.
Em dezembro do ano passado, ao programa Hora H, da TV Norte Paraíba, Lemos afirmou que nunca se identificou com o bolsonarismo radical e classificou sua saída do grupo como um “livramento”. Também relatou episódios envolvendo a tentativa de blindagem de Flávio Bolsonaro em investigações e criticou a condução política do ex-presidente.
Em dezembro do ano passado, ao programa Hora H, da TV Norte Paraíba, Lemos afirmou que nunca se identificou com o bolsonarismo radical e classificou sua saída do grupo como um “livramento”. Também relatou episódios envolvendo a tentativa de blindagem de Flávio Bolsonaro em investigações e criticou a condução política do ex-presidente.
Julian Lemos foi eleito deputado federal em 2018, pelo PSL, com 71.899 votos, impulsionado pela chamada “onda bolsonarista”, e atuou como coordenador da campanha de Bolsonaro no Nordeste. Em 2022, tentou a reeleição pelo União Brasil, mas obteve 36.530 votos e ficou como primeiro suplente.
No segundo turno das eleições estaduais de 2022, declarou apoio à reeleição de João Azevêdo, gesto que marcou a reaproximação com o atual grupo governista na Paraíba.
No segundo turno das eleições estaduais de 2022, declarou apoio à reeleição de João Azevêdo, gesto que marcou a reaproximação com o atual grupo governista na Paraíba.
Caso confirme a filiação ao PT, Julian Lemos poderá disputar espaço com nomes já colocados como pré-candidatos à Câmara pela legenda, como o ex-governador Ricardo Coutinho e o vereador Marcos Henriques. Atualmente, o partido tem apenas um deputado federal pela Paraíba, Luiz Couto.
Embora ainda não haja anúncio oficial de filiação, aliados e observadores políticos veem os movimentos recentes de Lemos como sinais claros de reposicionamento e de tentativa de retorno ao cenário eleitoral em 2026.
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