José Pereira assumiu, na manhã desta quarta-feira (15), o cargo de prefeito interino de Cabedelo, na Região Metropolitana de João Pessoa. A posse ocorreu após o afastamento do prefeito Edvaldo Neto, determinado pela Justiça no âmbito da Operação Cítrico, que investiga suspeitas de irregularidades na administração municipal.
A solenidade foi realizada durante sessão extraordinária na Câmara Municipal e teve início por volta das 10h40. Durante o ato, foi lida a decisão judicial que determinou o afastamento do prefeito eleito no último domingo (12), além da comunicação oficial entregue por um oficial de Justiça.
Transmissão de cargo
Com o afastamento, a legislação prevê que o presidente da Câmara assuma interinamente o Executivo municipal. José Pereira, que ocupava a função, foi empossado conforme esse procedimento.
Na mesma sessão, o vereador Wagner de Solanense (PV), então primeiro vice-presidente da Casa, tomou posse como novo presidente da Câmara Municipal.
Declarações após posse
Após a solenidade, José Pereira afirmou que irá cumprir as determinações judiciais relacionadas à investigação.
“Decisões judiciais se cumprem e não se discutem. Vou analisar e seguir o que for determinado pela Justiça”, declarou.
Questionado sobre a continuidade de contratos com empresas citadas na investigação, ele afirmou que irá aguardar as orientações legais.
“Vou seguir o que a Justiça determinar. É uma situação delicada, porque envolve empregos, mas tudo será feito dentro da lei”, disse.
Relação com o prefeito afastado
José Pereira também foi questionado sobre eventual contato com Edvaldo Neto e sobre a investigação em curso. Ele afirmou que não manteve comunicação recente com o prefeito afastado.
“Não tive contato. Meu foco agora é trabalhar. Acredito que ele fará a defesa dele e que tudo será esclarecido pela Justiça”, afirmou.
Medidas da operação
De acordo com a decisão judicial relacionada à Operação Cítrico, investigados estão proibidos de frequentar repartições públicas, incluindo a sede da Prefeitura e da Câmara Municipal. A medida faz parte das cautelares adotadas para garantir o andamento das investigações.
A apuração segue em curso e envolve suspeitas de fraude em licitações, desvio de recursos públicos e outros possíveis crimes.

