Essa lógica é complicada. Duvido muito que parceiros que dizem isso subam num palanque e peçam voto pra mim no palanque deles”, afirmou.
A declaração surge em meio ao distanciamento crescente entre João e o prefeito de João Pessoa, que deixou a base governista recentemente e tem adotado tom de oposição.
No evento de filiação de Cícero ao MDB, o deputado Hervázio Bezerra (PSB) chegou a sugerir que o prefeito aliviasse as críticas ao governo estadual. Hoje, ao comentar o assunto, João Azevêdo não escondeu a surpresa e o estranhamento:
“É difícil compreender isso. Meu papel é trabalhar para todos os municípios. E se você andar por João Pessoa, vai ver o quanto o Governo do Estado investiu aqui.”
O governador citou obras e investimentos já entregues ou em andamento, como:
- Viaduto das Três Ruas;
- Viaduto da BR-101, no Distrito Industrial;
- Ligação do Altiplano ao Hospital Universitário;
- Dois parques no Bessa;
- Hospital da Mulher, entre outras ações.
Durante o lançamento do Polo Têxtil de João Pessoa, João voltou a demonstrar perplexidade com a decisão do prefeito de romper com o governo.
“Ele fez uma escolha. Se aliou a pessoas que até 15 dias antes ele chamava de adversários. Eu sinceramente não entendo o que motivou isso”, disse.
Cícero, por sua vez, tem intensificado suas cobranças. Em entrevista à Rádio Alto Piranhas, no domingo (16), ele criticou a oferta de serviços de saúde do Estado, afirmando que moradores do Sertão precisam vir até a capital para realizar exames básicos — algo que, segundo ele, deveria ser resolvido pelo Governo do Estado.
Ao se filiar ao MDB, o prefeito voltou a apontar falhas na área da saúde estadual, reforçando o tom de ruptura.
