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João Pessoa figura entre as piores capitais em sustentabilidade fiscal no ranking do CLP 2025

Atualizada em 09/03/2026 às 17:19 Por Redação
Foto: Reprodução/ Instagram
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A sustentabilidade fiscal segue sendo um dos principais desafios das capitais brasileiras em 2025. É o que aponta o Ranking de Competitividade dos Municípios, divulgado pelo Centro de Liderança Pública (CLP Brasil) na noite desta quarta-feira (14). O levantamento coloca João Pessoa entre as capitais com pior desempenho fiscal do país, ocupando a 19ª posição entre as capitais e o 209º lugar na classificação geral, que avalia mais de 400 municípios brasileiros.

No recorte regional, a capital paraibana aparece como a terceira pior do Nordeste, superando apenas Teresina (PI) e São Luís (MA).

O que avalia a sustentabilidade fiscal


O pilar de sustentabilidade fiscal, que possui peso de 10,2% no ranking geral, mede a capacidade dos municípios de manter o equilíbrio entre receitas e despesas. O objetivo é verificar se as administrações locais conseguem garantir a continuidade dos serviços públicos, preservar a capacidade de investimento e criar um ambiente confiável para atração de investimentos privados.

Entre os principais indicadores analisados estão:

  • Dependência de transferências intergovernamentais

  • Taxa de investimento do município

  • Despesa com pessoal

  • Nível de endividamento

Segundo o CLP, municípios que apresentam fragilidade nesses indicadores acabam perdendo credibilidade fiscal, o que limita investimentos e compromete o desenvolvimento de longo prazo.

Crescimento urbano não se reflete nas contas públicas


Apesar de figurar frequentemente em rankings de qualidade de vida e crescimento urbano, João Pessoa apresenta dificuldades em transformar esse avanço em equilíbrio fiscal. A posição 209 na classificação geral indica uma forte dependência de recursos externos, como repasses federais e estaduais, além de baixa capacidade de investimento com recursos próprios.

O cenário também sugere pressão das despesas correntes, especialmente com pessoal, reduzindo a margem de manobra da gestão municipal para investimentos estruturantes.

Capitais do Nordeste com melhor desempenho


O ranking evidencia que os desafios fiscais não são exclusivos do Nordeste, mas mostra que gestão eficiente faz diferença mesmo em contextos regionais semelhantes. Aracaju (SE) lidera entre as capitais nordestinas, ocupando a 4ª posição entre as capitais e a 18ª colocação geral. Maceió (AL) também aparece à frente de João Pessoa, com desempenho fiscal mais consistente.

Esses exemplos reforçam que planejamento, controle de gastos e fortalecimento da arrecadação própria são fatores decisivos para melhorar os indicadores.

Impactos da baixa sustentabilidade fiscal


De acordo com o CLP, municípios sem credibilidade fiscal enfrentam:

  • Redução da capacidade de investimento

  • Maior dificuldade para atrair capital privado

  • Menor confiança de contribuintes e investidores

Para João Pessoa, os números funcionam como um alerta. Sem ajustes estruturais e políticas fiscais de médio e longo prazo, a capital pode ter seu crescimento limitado por restrições orçamentárias cada vez mais rígidas.

No ranking das capitais, São Paulo lidera os indicadores de sustentabilidade fiscal, seguido por Salvador e Vitória. Na outra ponta, além de João Pessoa, aparecem Boa Vista, Porto Velho e Cuiabá, entre as capitais com piores desempenhos fiscais em 2025.

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