Na primeira parte da entrevista, Azevêdo afirmou que a decisão de Cícero rompeu com uma articulação voltada ao desenvolvimento da capital e priorizou interesses individuais.“Essa, especificamente, claro, que pra mim foi uma frustração, até por conta do projeto que nós estávamos construindo e que poderia dar cada vez mais frutos pra essa cidade”, declarou.
O governador destacou que o governo estadual demonstrou compromisso com João Pessoa através de ações e investimentos realizados na gestão municipal, e que esperava o mesmo alinhamento político do prefeito.
“A demonstração que nós demos, não só de apoio político, mas de apoio administrativo naquilo que nós fizemos na cidade [...] demonstra claramente o meu compromisso com João Pessoa”, afirmou.
Azevêdo também criticou o que considera uma mudança repentina de postura por parte de Cícero, especialmente em relação às novas alianças firmadas pelo prefeito após ingressar no MDB.
“Houve a colocação de um projeto pessoal e não um projeto coletivo. Eu acho sempre que os projetos coletivos são mais importantes e precisam ser vistos dessa forma”, afirmou.
“O prefeito se alinhou com pessoas com as quais, vinte dias antes, ele considerava diversos adjetivos. Então, pra mim é complicado entender isso”, completou.
Apesar das críticas, João Azevêdo afirmou que o momento faz parte da dinâmica política e que seguirá sua agenda independentemente do rompimento.
“É a vida que segue. Não há de se imaginar que tudo na vida você vai conseguir fazer sem que haja perdas.”

