A declaração foi dada durante o lançamento da revista Paraíba da Gente, que apresenta um balanço das ações do Governo do Estado realizadas ao longo de 2025. Na ocasião, Azevêdo relembrou o apoio concedido a Cícero nas últimas eleições municipais e classificou a decisão do prefeito como uma escolha pessoal.
“Com relação ao prefeito, ele escolheu seu caminho e seguiu. Essa é uma decisão pessoal. Nós não esperávamos que isso acontecesse. Eu tive o prazer de ajudá-lo na sua caminhada e na sua volta à política. Todo o nosso grupo, não só eu, mas também o PP e o Republicanos, fizemos o nosso trabalho dentro daquela aliança”, afirmou.O governador destacou ainda que não cobra lealdade política e que cada decisão gera consequências.
“Não faço nada para cobrar de ninguém depois. Tudo que faço é o que acredito que precisa ser feito. Somos frutos das nossas escolhas, com ônus e bônus. Vamos para a disputa e vamos mostrar que ele estava errado”, completou.
Durante a entrevista coletiva, João Azevêdo também afirmou que não pretende pautar sua atuação política com base nos adversários e fez uma crítica indireta à oposição, citando a gestão do prefeito de Campina Grande, Bruno Cunha Lima (União Brasil).
“Não se faz política pensando em adversário, se faz pensando no projeto que vamos apresentar para a Paraíba. Se for me basear pela oposição, fica complicado. É a gestão de Campina Grande que a gente quer que volte ao Estado? Vá lá em Campina”, provocou.
No evento, o governador voltou a confirmar que deve deixar o cargo em abril para disputar uma vaga no Senado Federal. Segundo ele, a transição para o vice-governador Lucas Ribeiro (PP) ocorrerá em um cenário de estabilidade fiscal e planejamento administrativo.
“O Estado está pensado e planejado. Saio com a sensação de que o que foi feito e o que ainda vai ser feito está organizado. Nunca se fez uma transição nesse estado com a estabilidade fiscal que vamos fazer”, concluiu.

