A abertura da janela coincide com outro prazo importante do calendário eleitoral. Até 4 de abril, todos os pré-candidatos precisam estar filiados a uma legenda pelo menos seis meses antes da eleição, o que aumenta a pressão por definições partidárias nos próximos dias.
Troca-troca deve movimentar a Assembleia Legislativa
Uma das maiores movimentações deve ocorrer no PSDB, que pode perder três parlamentares. Estão de saída os deputados Camila Toscano, Tovar Correia Lima e Manoel Ludgério, que já articulam novos destinos partidários.
Algumas mudanças refletem diretamente o rompimento político entre o governador João Azevêdo (PSB) e o prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (MDB), ocorrido em setembro do ano passado. Nesse contexto, o deputado Felipe Leitão já deixou o Republicanos e se filiou ao MDB, enquanto Hervázio Bezerra também pode deixar o PSB.
Outros parlamentares articulam mudança
Entre eles está Junior Araújo (PSB), que também deve mudar de legenda. O deputado George Moraes trabalha para sair do União Brasil e se filiar ao PL, enquanto Caio Roberto pode fazer o movimento inverso, deixando o PL para acompanhar o pai, o deputado federal Wellington Roberto, em uma possível filiação ao PSD.
Parlamentares ainda avaliam cenário eleitoral
Nesse grupo de indecisos estão os deputados Chió (Rede), João Gonçalves (PSB) e Dr. Romualdo (MDB), que seguem analisando os cenários antes de definir uma eventual mudança.
Quem deve permanecer no partido
Entenda o que é a janela partidária
Esse sistema considera que o mandato pertence prioritariamente ao partido, e não ao candidato eleito. Por isso, fora do período da janela, a troca de legenda pode levar à perda do mandato.
A regra, no entanto, tem limitações. Apenas parlamentares que estão no fim do mandato e foram eleitos pelo sistema proporcional podem utilizar o mecanismo. Na prática, em 2026, a janela vale apenas para deputados estaduais e federais. Já os vereadores só têm direito ao benefício em anos de eleições municipais.

