A abertura da janela coincide com outro prazo importante do calendário eleitoral. Até 4 de abril, todos os pré-candidatos precisam estar filiados a uma legenda pelo menos seis meses antes da eleição, o que aumenta a pressão por definições partidárias nos próximos dias.
Na Assembleia Legislativa da Paraíba (ALPB), a expectativa é de uma série de mudanças de partido. Pelo menos oito deputados estaduais já articulam a troca de legenda, enquanto outros mantêm negociações reservadas que podem resultar em novas filiações.
Uma das maiores movimentações deve ocorrer no PSDB, que pode perder três parlamentares. Estão de saída os deputados Camila Toscano, Tovar Correia Lima e Manoel Ludgério, que já articulam novos destinos partidários.
Algumas mudanças refletem diretamente o rompimento político entre o governador João Azevêdo (PSB) e o prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (MDB), ocorrido em setembro do ano passado. Nesse contexto, o deputado Felipe Leitão já deixou o Republicanos e se filiou ao MDB, enquanto Hervázio Bezerra também pode deixar o PSB.
Algumas mudanças refletem diretamente o rompimento político entre o governador João Azevêdo (PSB) e o prefeito de João Pessoa, Cícero Lucena (MDB), ocorrido em setembro do ano passado. Nesse contexto, o deputado Felipe Leitão já deixou o Republicanos e se filiou ao MDB, enquanto Hervázio Bezerra também pode deixar o PSB.
Além desses casos, outros deputados também estão em fase de articulação para trocar de partido durante o período da janela.
Entre eles está Junior Araújo (PSB), que também deve mudar de legenda. O deputado George Moraes trabalha para sair do União Brasil e se filiar ao PL, enquanto Caio Roberto pode fazer o movimento inverso, deixando o PL para acompanhar o pai, o deputado federal Wellington Roberto, em uma possível filiação ao PSD.
Entre eles está Junior Araújo (PSB), que também deve mudar de legenda. O deputado George Moraes trabalha para sair do União Brasil e se filiar ao PL, enquanto Caio Roberto pode fazer o movimento inverso, deixando o PL para acompanhar o pai, o deputado federal Wellington Roberto, em uma possível filiação ao PSD.
Há ainda um grupo de deputados que mantém conversas internas e avalia o melhor caminho partidário de olho nas eleições de 2026. A principal preocupação nesse momento é o quociente eleitoral, mecanismo que influencia diretamente nas chances de reeleição.
Nesse grupo de indecisos estão os deputados Chió (Rede), João Gonçalves (PSB) e Dr. Romualdo (MDB), que seguem analisando os cenários antes de definir uma eventual mudança.
Nesse grupo de indecisos estão os deputados Chió (Rede), João Gonçalves (PSB) e Dr. Romualdo (MDB), que seguem analisando os cenários antes de definir uma eventual mudança.
Enquanto parte da Assembleia discute mudanças, alguns parlamentares devem permanecer nas atuais siglas. Entre os que, até o momento, indicam continuidade estão Adriano Galdino (Republicanos), Wallber Virgolino (PL), Luciano Cartaxo (PT) e Cida Ramos (PT).
A janela partidária foi criada pela minirreforma eleitoral de 2015 e permite que parlamentares eleitos pelo sistema proporcional mudem de partido sem sofrer punições por infidelidade partidária.
Esse sistema considera que o mandato pertence prioritariamente ao partido, e não ao candidato eleito. Por isso, fora do período da janela, a troca de legenda pode levar à perda do mandato.
A regra, no entanto, tem limitações. Apenas parlamentares que estão no fim do mandato e foram eleitos pelo sistema proporcional podem utilizar o mecanismo. Na prática, em 2026, a janela vale apenas para deputados estaduais e federais. Já os vereadores só têm direito ao benefício em anos de eleições municipais.
Esse sistema considera que o mandato pertence prioritariamente ao partido, e não ao candidato eleito. Por isso, fora do período da janela, a troca de legenda pode levar à perda do mandato.
A regra, no entanto, tem limitações. Apenas parlamentares que estão no fim do mandato e foram eleitos pelo sistema proporcional podem utilizar o mecanismo. Na prática, em 2026, a janela vale apenas para deputados estaduais e federais. Já os vereadores só têm direito ao benefício em anos de eleições municipais.

