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Paraíba

Jacarés aparecem em praia da Grande João Pessoa e mobilizam Batalhão Ambiental

Publicado em 08/03/2026 às 13:02 Por Redação
Foto: Reprodução/ Instagram
Foto: Reprodução/ Instagram
A presença de três jacarés na área da Marina do Alemão, na praia de Camboinha, em Cabedelo, chamou a atenção de moradores e frequentadores da orla na manhã deste domingo (8). O caso mobilizou equipes do Corpo de Bombeiros Militar da Paraíba e da Polícia Ambiental da Paraíba. Os animais já foi capturados e estavam próximos às margens do local.

As equipes permanecem na área realizando monitoramento, com o objetivo de localizar mais animais e garantir a segurança de quem circula pelo trecho da orla, bastante frequentado por moradores, pescadores e navegadores.

As autoridades orientam que banhistas, pescadores e pessoas que transitam pela região evitem se aproximar da água ou das margens até que a situação seja completamente controlada.

O aparecimento dos animais chamou atenção justamente por ocorrer em uma área movimentada da Região Metropolitana de João Pessoa, próxima a locais de lazer e atividades náuticas.

Especialistas explicam que o surgimento de jacarés em áreas marítimas não é comum, mas pode acontecer em regiões onde há conexão direta entre rios, manguezais, lagoas e o oceano, ambientes típicos de estuários.

Entre os fatores que podem levar os animais até o mar estão:

  • Chuvas intensas, que aumentam o volume dos rios e podem arrastar os jacarés para áreas costeiras;

  • Mudanças de maré ou ressacas, que alteram o equilíbrio do habitat;

  • Busca por alimento ou desorientação do animal.

A espécie mais frequentemente registrada nesses casos é o jacaré-de-papo-amarelo, comum em diversas regiões do Brasil.

O jacaré-de-papo-amarelo vive principalmente em água doce ou salobra, como rios, lagoas e manguezais. Embora consiga tolerar brevemente a água salgada, o ambiente marinho não é ideal para a espécie, já que a alta salinidade pode causar estresse e debilitação.

Por isso, quando são vistos no mar ou próximos às praias, geralmente estão fora de seu habitat natural.

As autoridades ambientais reforçam algumas recomendações para a população:

  • Não se aproximar do animal;

  • Não tentar capturá-lo ou alimentá-lo;

  • Evitar aglomeração no local;

  • Acionar imediatamente os órgãos competentes, como o Corpo de Bombeiros ou a Polícia Ambiental.

Especialistas também destacam que casos como esse reforçam a conexão entre os ecossistemas costeiros, onde rios, manguezais e o mar formam uma rede ambiental interligada. Mudanças nesses ambientes podem influenciar diretamente o comportamento e o deslocamento da fauna silvestre.

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